Aumento às distribuidoras seria de R$ 0,70 se não fosse o pacote anunciado pelo governo, disse a presidente da estatal
A Petrobrás informou nesta sexta-feira (13) que aumentará o preço do diesel para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O reajuste passa a valer neste sábado (14) e acontece um dia após o governo federal zerar os impostos PIS/Cofins do combustível, como parte do pacote de medidas para enfrentar a escalada de preços internacionais com o ataque recente dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
De acordo com a Petrobrás, “o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel”.
Para a Petrobrás, “o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil”.
O último ajuste da Petrobrás ao preço do diesel foi uma redução nos preços para as distribuidoras realizada em maio de 2025, há 311 dias. O último aumento do combustível aconteceu há mais de um ano, em fevereiro do ano passado, há mais de 400 dias.
A estatal registra que, mesmo com o reajuste, o preço do diesel acumula queda de 29,6% desde dezembro de 2022, já considerando a inflação.
Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, a presidente da companhia, Magda Chambriard, destacou que o aumento às distribuidoras seria de R$ 0,70 se não fosse o pacote anunciado pelo governo, que inclui subvenção aos produtores de diesel. Segundo a Petrobrás, o diesel sairá de suas refinarias a R$ 3,65 por litro. O valor final ao consumidor, porém, inclui impostos, biodiesel e a margem de distribuidoras e postos. Na semana passada, o preço médio do combustível nas bombas era de R$ 6,15 por litro, por exemplo.
“Esperamos, diante desse momento difícil, que haja sensibilidade suficiente de todos os agentes da cadeia para que não haja aumento abusivo”, declarou.
Segundo Magda, o cenário anterior à agressão ao Irã apontava para redução de preços. “Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço. Ou seja, a tendência era de redução do preço dos combustíveis. Nós estávamos nos preparando para reduzir o preço do diesel e fomos surpreendidos pela necessidade do aumento”, disse.
Ela afirmou que a companhia continuará monitorando o mercado internacional de petróleo. “Eu posso dizer para vocês que nós vamos continuar acompanhando a evolução dos preços no mercado internacional e que novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento, a depender da evolução dos preços do mercado. Estamos falando de aumento de diesel e estamos deixando a gasolina do jeito que estava, com o preço mantido”, disse.











