Eles impediram o fortalecimento da Segurança Pública e agiram abertamente a favor da criminalidade
Em recente votação do projeto antifacção do governo Lula, desta vez de volta à Câmara, após ele ter sido aperfeiçoado no Senado, os bolsonaristas, de novo com Guilherme Derrite, voltaram a agir em prol dos criminosos. Já tinham tentado enfraquecer a Polícia Federal, agora eles impediram a elevação da taxação das Bets e que os recursos fossem designados para a Segurança Pública.
Os senadores haviam derrubado as medidas mais escandalosamente pró-crime que Derrite havia introduzido no projeto do governo federal. No entanto, quando o projeto voltou do Senado para a Câmara, novamente Derrite trabalhou em prol dos criminosos. Ele impediu que as chamadas “Bets” fossem taxadas e os recursos fossem destinados para a Segurança Pública. Ou seja, a ação dos bolsonaristas na Câmara cortou cerca de R$ 30 bilhões que iriam para as polícias e para o combate ao crime.
Isso desmascara a demagogia que o bolsonarismo faz sobre o combate ao crime no Brasil. As ligações da família Bolsonaro com o crime e as milícias no Rio de Janeiro já são bastante conhecidas e antigas.
O acobertamento de crimes por parte da família Bolsonaro já tem muito tempo. Desde as homenagens de Flávio Bolsonaro ao assassino profissional, Adriano da Nóbrega, e a contratação de seus familiares em seu gabinete, passando pelos elogios de Bolsonaro às milícias, até a justificativa e os aplausos dos dois (Flávio e Jair) aos assassinos da juíza Patrícia Acioli, até a rachadinha com os funcionários fantasmas, o desvio de verbas públicas e a lavagem do dinheiro roubado numa loja de chocolates na Barra da Tijuca.
A promiscuidade do bolsonarismo com os criminosos, as milícias e as facções é tão evidente que eles fizeram de tudo para deturpar a lei antifacção apresentada pelo governo Lula no ano passado. Tentaram enfraquecer a Polícia Federal. Defenderam que a PF só poderia atuar nos estados com autorização dos governadores, muitos deles eram exatamente o foco das investigações da própria PF.
Assim que assumiu o Planalto, em 2019, Jair Bolsonaro, saiu em campo para manter a impunidade do Flávio e boquear o processo que investigava as rachadinhas, conduzido pelo Ministério Público do Rio. Ele não sossegou enquanto não trocou o comando da PF do Rio de Janeiro. Ele mesmo disse isso numa reunião ministerial, que foi tornada pública pela Justiça, que “Eu não vou ficar parado enquanto estão fu*** a minha família”.
Depois ele usou ilegalmente a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) apara pressionar os integrantes da Receita Federal que descobriam as falcatruas de Flávio na rachadinha de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio e a lavagem de dinheiro na loja de chocolate.
Agora, mais recentemente, um indicado de Flávio Bolsonaro para um cargo no governo do estado, Gutemberg Fonseca, foi flagrado pela Polícia Federal, durante a Operação Zargun, fazendo contatos com o Comando Vermelho. Mesmo sendo investigado por ligações com o CV, Flávio acaba de declarar apoio à candidatura de Gutemberg à Câmara dos Deputados.
A reunião, segundo as investigações, ocorreu em maio do ano passado e é mencionada numa conversa por WhatsApp entre Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão – apontado pela Polícia Federal como integrante do CV e chefe do tráfico da Favela do Lixão, em Duque de Caxias -, e Alessandro Pitombeira Carracena, que foi secretário de Esporte e Lazer em 2022 e subsecretário de Defesa do Consumidor até janeiro passado. Na conversa, Índio contou que se encontrou com Fonseca para pedir “cobertura política”.
Um relatório da PF anexado ao inquérito apontou que “o esquema criminoso evidencia uma profunda infiltração no sistema político e na administração pública, buscando capturar setores estratégicos do Estado para garantir a impunidade e consolidar a dominação territorial da facção”.
A atuação de Jair Bolsonaro, com a generalização da corrupção durante seu governo e a tentativa de golpe de Estado com o assassinato de autoridades, assim como a ação de Derrite, agora, agindo contra a leia antifacção de Lula e a candidatura atual de Flávio Bolsonaro ao Planalto, são, portanto, expressões do que a Polícia Federal chamou de tentativa de infiltração do crime no sistema político brasileiro.
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