“Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica. Nós temos empresas extraordinárias como a Petrobrás e a Embraer, destacou o presidente
Na abertura do pavilhão brasileiro na Feira Industrial de Hanover, nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pretende assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação e indústria limpa.
“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”, afirmou Lula, ao defender uma nova posição brasileira no cenário econômico internacional diante de autoridades brasileiras e alemãs. Ele acrescentou que o país possui base tecnológica e industrial suficiente para competir internacionalmente.
“Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobrás, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul. E por que não dizer, a gente começar a olhar para o continente africano”, prosseguiu.
Segundo o presidente, cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, o que confere vantagem competitiva em relação a outras economias industrializadas. Ele destacou ainda o avanço dos biocombustíveis, lembrando que o país já utiliza mistura de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel, reforçando o potencial brasileiro em energia limpa.
O presidente afirmou que a participação brasileira no evento vai além da exposição de produtos e tem como objetivo fortalecer a cooperação tecnológica com a Alemanha. “Viemos aqui para aprender aquilo que a indústria mundial tem de novidade para o mundo. Segundo, aprender com a capacidade tecnológica e produtiva do povo alemão. Terceiro, mostrar aquilo que nós somos capazes de fazer e aquilo que a gente pode compartilhar e pode construir junto”, declarou.
Lula destacou que o Brasil reúne condições únicas para se tornar referência global em combustíveis renováveis e na transição energética. “Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou. Ele acrescentou que o combustível brasileiro já emite menos gás carbônico (CO₂) do que alternativas fósseis de outros países. “Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país”, sugeriu.
Após a abertura do pavilhão, Lula visitou estandes de empresas brasileiras como WEG, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil. Dois caminhões movidos a biocombustível foram apresentados, incluindo um modelo da Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde.
O presidente afirmou que a presença brasileira em Hanover busca também aprofundar a cooperação tecnológica com a Alemanha. “Viemos aqui para aprender […] e mostrar aquilo que nós somos capazes de fazer”, disse. Ao encerrar o discurso, o presidente disse que o Brasil busca um novo lugar no cenário internacional, com protagonismo econômico e compromisso ambiental e afirmou que a participação na feira simboliza essa ambição ao declarar que “depois da participação do Brasil nesta feira, a relação Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma”.
Assista ao discurso de Lula











