O influenciador bolsonarista Luan Lennon foi preso no Rio de Janeiro após ser acusado de forjar um assalto para produzir conteúdo e ganhar engajamento nas redes sociais. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva neste sábado (9), após audiência de custódia.
Segundo a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o influenciador teria armado uma falsa cena de furto no Centro da capital fluminense. A ação envolveu um homem em situação de rua, que teria sido incentivado a pegar um celular deixado dentro de um carro aberto em troca de R$ 30. Enquanto a situação acontecia, Luan Lennon e integrantes de sua equipe gravavam tudo de dentro de outro veículo para publicar nas redes sociais.
De acordo com os investigadores da 4ª Delegacia de Polícia (Praça da República), o plano saiu do controle quando o homem acusado de “furto” negou conhecer o influenciador e afirmou que havia sido orientado por um flanelinha a pegar o aparelho. A Polícia Militar foi acionada e levou todos os envolvidos para a delegacia. Durante os depoimentos, a polícia encontrou contradições nas versões apresentadas por Luan Lennon e sua equipe, além de inconsistências sobre o aparelho supostamente furtado.
Após analisar imagens e depoimentos, a Polícia Civil concluiu que a ocorrência havia sido encenada. O influenciador e dois integrantes de sua equipe foram autuados pelo crime de denunciação caluniosa, por acionarem as autoridades com uma falsa comunicação de crime. A investigação também apura possível fraude processual.
Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, Luan Lennon ficou conhecido por publicar vídeos de confrontos com flanelinhas e situações de suposta “desordem urbana” no Rio de Janeiro. Ele também tentou carreira política e foi candidato a vereador pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições municipais mais recentes.











