Dudu Bananinha propõe acabar com o PIX para agradar Trump

Eduardo Bolsonaro, o filho "03" (Foto: Reprodução - Vídeo)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu, na quarta-feira (3), que o Brasil deve abrir mão do PIX e aderir ao norte-americano Zelle na negociação para que os Estados Unidos retirem as taxas de 25% que impuseram sobre os produtos brasileiros.

“Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao PIX, como o Zelle. O PIX dos EUA é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com bons argumentos. Dá para sentar e negociar”, comentou Eduardo Bolsonaro em uma entrevista ao canal TMC News BR. Não explicou, se é semelhante, porque os EUA se incomodam tanto com o nosso sistema. Se estão incomodados é porque nosso sistema é melhor e mais eficiente.

O PIX se tornou alvo do governo dos Estados Unidos porque é uma forma de pagamentos que não utiliza e nem remunera empresas norte-americanas, como ocorre com a maior parte dos pagamentos via cartão.

Acusando o PIX de criar “práticas desleais” de concorrência, Donald Trump impôs uma taxa de 25% sobre os produtos brasileiros.

O anúncio ocorreu menos de uma semana depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende concorrer à Presidência contra Lula, visitar Donald Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, nos EUA.

Lula acusou os membros da família Bolsonaro de serem “traidores da pátria” por se aliarem a Donald Trump contra o Brasil. O presidente tem encabeçado uma campanha de defesa da soberania nacional e levantou, em um evento, um cartaz com os dizeres “o PIX é do Brasil!”.

Na entrevista à TMC News, Eduardo Bolsonaro também defendeu que o Brasil deve entregar para os Estados Unidos as riquezas que Trump quer, como as terras raras e o manganês.

As terras raras têm cada vez mais importância na economia mundial por conta de sua utilização em tecnologias avançadas e complexas.

O governo dos EUA já financiou a compra da única mina de terras raras em atividade no Brasil, localizada em Goiás, por meio da USA Rare Earth.

A empresa anunciou que vai utilizar a riqueza brasileira como arma geopolítica, interrompendo a venda de terras raras para a China e passando a levá-las somente para os Estados Unidos.

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