Produção industrial cresce em 10 de 15 locais pesquisados em abril, aponta IBGE

Refinaria de Paulínia (Replan). (Foto: Divulgação/Petrobrás)

São Paulo (0,9%), maior parque industrial do país, teve forte influência de petróleo e derivados

A produção industrial brasileira, no mês de abril sobre março, cresceu 0,7% na série com ajuste sazonal, sendo que dos quinze locais pesquisados, dez com variação positiva sustentaram o crescimento nacional. Mesmo com uma variação positiva limitada a 0,9%, São Paulo teve participação decisiva no resultado total, visto que o estado responde historicamente por aproximadamente um terço (33%) do valor de transformação industrial (VTI).

Rio de Janeiro, respondendo por cerca de 10% da produção nacional, teve crescimento de 1,5%. Minas Gerais, respondendo por 8,9% veio no mês com crescimento de 2,1%. Minas junto com a Bahia (3,0%), Ceará (2,3%), Espírito Santo (2,1%) mostraram as maiores altas. Santa Catarina (1,7%), Goiás (1,7%), Região Nordeste (1,4%) e Paraná (0,8%) completaram o conjunto dos dez locais com taxas positivas em abril de 2026.

Bahia marcou o quarto mês seguido de crescimento e acumulando 11,0% neste período; o Ceará recuperou o recuo de 1,2% registrado no mês anterior; Espírito Santo acumula 19,3% em três meses consecutivos de expansão; Minas Gerais voltou a crescer após recuar em março e fevereiro. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE.

As cinco regiões com comportamento decrescente da produção foram Mato Grosso (-5,2%), Pará (-5,0%), Pernambuco (-3,6%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Amazonas (-0,8%). O primeiro local eliminando o avanço de 3,9% verificado em março último; o segundo interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 17,1%; e o terceiro intensificando a queda de 2,3% registrada no mês anterior.

Para Bernardo Almeida, analista responsável pela pesquisa analisa que “ainda que permaneçam os efeitos de uma política monetária restritiva sobre a produção industrial, com a taxa de juros em patamares elevados, diminuindo investimentos, temos também uma leitura positiva em relação ao mercado de trabalho.Os efeitos de uma taxa de desocupação menor, com aumento na massa salarial, têm reflexos positivos sobre a produção industrial. Desta forma, na passagem de março para abril, São Paulo foi a principal influência positiva, se posicionando 0,8% acima do seu patamar pré-pandemia (fev./20), mas 21,0% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em marco de 2011”.

Almeida destacou os setores extrativo e de derivados do petróleo no resultado de São Paulo. “Foram influências importantes nesse movimento positivo da indústria paulista. No campo negativo, Pará foi a principal influência, após três meses de resultados positivos, quando acumulou um ganho de 17,1%. Em abril, o setor extrativo e de metalurgia contribuíram para o comportamento negativo da indústria paraense”.

A Indústria Extrativa e o setor de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis foram os grandes protagonistas dos 0,7% de crescimento de abril sobre março, registrando altas de 3,1% cada e os maiores impactos positivos no resultado do mês.

“No acumulado do primeiro quadrimestre (janeiro a abril), esses dois setores continuam sendo o motor da indústria brasileira. A Indústria Extrativa acumula alta de 6,4%, enquanto a produção de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis registra um salto de 17,4% no ano”, disse o analista.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *