Bananinha vive em mansão de R$ 6 mi e obriga a Defensoria fazer sua defesa às custas do dinheiro público

O filho "03" de Bolsonaro (Foto: Nilson Bastian - Najara Araújo - Câmara dos Deputados)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por apoiar os ataques dos Estados Unidos contra a Justiça brasileira, teve sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada pela Defensoria Pública da União, mantida com recursos públicos.

O filho “03” de Jair Bolsonaro, que nunca respondeu aos comunicados do STF para tentar atrasar o processo, também não indicou advogados para fazerem sua defesa, que foi assumida pela Defensoria Pública da União.

A Defensoria Pública existe para garantir a defesa diante de processos para as pessoas que não têm recursos para contratar advogados, o que não é o caso de Eduardo Bolsonaro.

O ex-deputado saiu do Brasil em março de 2025 e nunca mais voltou ao país. Desde então, ele trama por sanções dos Estados Unidos contra a economia e as autoridades brasileiras. Seu mandato só foi cassado pela Câmara em dezembro de 2025 por faltas,

Por ausência das sessões, segundo regras da Câmara.

Eduardo Bolsonaro vive em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões na cidade de Southlake, no Texas, e nunca deixou claro com quais recursos se mantém nos Estados Unidos. A mansão já foi anunciada para aluguel por R$ 30 mil mensais.

Como afirmou o colunista do jornal O Globo, Bernardo Mello Franco, “ao forçar o órgão público a defendê-lo, o Zero Três mostra um duplo desprezo: pelo Judiciário e pelo contribuinte, mais uma vez obrigado a bancar suas despesas”.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo. Ele teve reuniões com o governo dos EUA para pedir tarifas contra a economia brasileira para pressionar o STF quando do julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro. Ele também instigou Trump a aplicar a lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Investigações já revelaram que Jair Bolsonaro enviou R$ 2 milhões para Eduardo, quando este já estava nos EUA.

Atualmente, a PF apura se Eduardo Bolsonaro foi beneficiado pelo dinheiro enviado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, depois da negociação secreta com Flávio Bolsonaro.

Isso porque Vorcaro enviou pelo menos R$ 61 milhões para o fundo Havengate, administrado pelo advogado de Eduardo nos EUA, Paulo Calixto.

Em decorrência da condenação, Eduardo também foi declarado inelegível por conta da Lei da Ficha Limpa. Como explicou Alexandre de Moraes, ministro relator do caso, a inelegibilidade deve durar por 8 anos para além do tempo de cumprimento de pena.

Na avaliação de juristas ouvidos pela Agência Pública, Eduardo Bolsonaro deve continuar inelegível enquanto não cumprir sua pena no Brasil. Em suas redes, Eduardo Bolsonaro insiste que concorrerá ao Senado pelo Estado de São Paulo.

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