Os caminhoneiros iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (13) para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida pela categoria como “MP do Frete”. O movimento afeta diferentes regiões do país e tem como principal reivindicação a votação do texto antes do vencimento do prazo de validade da medida.
Travada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a MP foi enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional em março deste ano com o objetivo de fortalecer a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Entre as principais mudanças, o texto amplia os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete, torna obrigatório o cadastramento das operações de transporte e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), além de estabelecer novas penalidades para transportadores, embarcadores e contratantes que descumprirem a legislação.
A proposta também busca reforçar a transparência nas contratações do transporte rodoviário de cargas e dificultar práticas que levem ao pagamento de fretes abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), assegurando o piso especialmente aos transportadores autônomos.
A MP, no entanto, perde a validade caso não seja votada pelo Congresso até quinta-feira (16). Diante disso, sindicatos e associações de motoristas autônomos de caminhão convocaram o movimento, que reúne entidades de diferentes estados.
“Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, declarou Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), ao portal ICL Notícias.
“Esse recado vai para todos os caminhoneiros e para o Alcolumbre: Porto de Santos está parado, como foi pedido pela categoria. Alcolumbre, coloque essa pauta para votação senão essa responsabilidade será 100% sua”, alertou Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos).
De acordo com Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), a paralisação é nacional e deve continuar enquanto a matéria não for apreciada pelo Senado. “O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, afirmou.











