Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram manter o estado de greve, após a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a categoria e as empresas de ônibus, na quarta-feira (15), terminar sem acordo.
Os empresários não aceitaram a reivindicação da categoria, mesmo após a redução do pedido inicial de 17% para 12% de reajuste dividido em duas vezes. A Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, propõe reajuste de 5% no salário e no valor da cesta básica.
Há ainda o impasse sobre a jornada de 7 horas e meia dos rodoviários e o intervalo de refeição. O Sindicato dos Rodoviários explica que os trabalhadores têm a última meia hora descontada do salário, mas afirmam que nesse intervalo, em muitas linhas, os trabalhadores não conseguem interromper efetivamente o trabalho por causa dos horários definidos pelas empresas e das condições da operação. Assim, no período que seria de intervalo, muitas vezes, motoristas e demais trabalhadores permanecem à disposição ou precisam retomar rapidamente as viagens. Por esse motivo, o sindicato reivindica que os 30 minutos sejam pagos quando o descanso não for concedido de maneira adequada.
Segundo o sindicato, a categoria considera que esse ponto é inegociável, pois sua correta indenização representaria um ganho indireto de aproximadamente 8% nos vencimentos.
Na audiência, a procuradora do Ministério Público do Trabalho reforçou o argumento apresentado pelos rodoviários e pediu que as empresas apresentassem uma solução para a questão do intervalo do almoço e sobre a cesta básica.
Uma nova audiência foi marcada para a próxima quarta-feira (22).











