O Senado encerrou o primeiro semestre legislativo na quinta-feira (16), adiando assim mais uma vez a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal para 40 horas e acaba com a escala 6×1. Desde que chegou ao Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, a votação da PEC vem sendo travada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que sequer a despachou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o adiamento é mais um obstáculo a uma reivindicação histórica da classe trabalhadora. “Quem trabalha não pode esperar”, afirma o dirigente sindical.
Ele lembra que a PEC foi aprovada por ampla maioria na Câmara e com “forte apoio popular” e critica a postura do presidente do Senado.
“A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 são pautas urgentes. Enquanto o Senado adia essa discussão, milhões de trabalhadores seguem submetidos a jornadas exaustivas que comprometem a saúde, a convivência familiar e a qualidade de vida. Não há justificativa para manter uma proposta dessa importância parada. É hora de o Senado cumprir seu papel e permitir que a matéria avance”, afirma.
Adilson ressalta que a CTB, que integra a articulação unitária das centrais sindicais em defesa da redução da jornada sem redução de salários, tem intensificado nas últimas semanas a mobilização em torno da aprovação da PEC, com reuniões com lideranças do Senado e diálogo com parlamentares. O sindicalista convoca a classe trabalhadora a continuar firme pressionando os parlamentares pela aprovação da PEC e alerta que “a luta pelo fim da escala 6×1 não pode entrar em recesso”.











