Reportagem do jornal norte-americano desta sexta-feira (24) mostra plano de envio de agentes da ditadura americana para atacar urnas eletrônicas e desestabilizar as eleições. Fala de Flávio no mesmo sentido foi só preparação do terreno
Mais uma vez Flávio Bolsonaro age em conluio com Donald Trump contra o Brasil. Não bastasse o apoio ao tarifaço, agora o senador fascista também abriu caminho para o ditador americano se meter com as urnas eletrônicas brasileiras. Sua fala recente contra as urnas eletrônicas não foi por acaso, era uma senha para a direita americana atacar.
Reportagem do “The Washington Post” desta sexta-feira (24) revela que Donald Trump pretende enviar ao Brasil uma equipe do Departamento de Estado com a missão de colocar em dúvida a transparência e a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Claramente um conluio entre os traidores internos que começaram a alardear o assunto e os planos do regime norte-americano.
De acordo com as informações do “The Washington Post”, a delegação para desacreditar a democracia brasileira será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Este último, Samson, é conhecido por cumprir missões de insuflar a extrema-direita nos países da América Latina e preparar processos de desestabilização política.
Desgastado e em queda nas pesquisas, Flávio Bolsonaro começou a agir contra a eleição. Numa primeiro momento parecia ser um choro antecipado. Agora fica claro que é mais uma ação conjunta com Trump e a extrema-direita americana. Não foi à toa que Eduardo Bolsonaro também atacou as urnas e disse que seria bom se Trump ajudasse. “Quando Trump fala sobre as urnas tem outro peso”, disse ele em vídeo divulgado esta semana.
Segundo a reportagem, a viagem dos agentes de Trump ao Brasil estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país. É por isso que os teleguiados da família Bolsonaro já começaram desde já a destilar ataques descabidos ao processo eleitoral. Faz parte de um plano que, ao que tudo indica, esta sendo elaborado nos porões da Casa Branca.
Uma das autoridades brasileiras ouvidas pelo jornal norte-americano classificou a iniciativa como um “estratagema completamente incompatível com a democracia brasileira” e assegurou que o governo brasileiro atuará para “proteger o sistema de votação”.
O Departamento de Estado dos EUA confirmou a viagem dos agentes de Trump a Brasília. O envio dos emissários, se for efetivada, representa uma intromissão completamente descabida na democracia brasileira. A reportagem deixa a nu o plano e a traição de Flávio e Eduardo Bolsonaro. Ela mostra que eles estão conspirando e traindo escandalosamente o Brasil.
Os dois já prometeram a Trump entregar as terras raras do Brasil para o governo e as empresas americanas. Flávio fez isso numa reunião de fascistas ocorrida no Texas no início do ano. Eduardo acrescentou que pode negociar também o PIX. Trump é contra o PIX brasileiro porque ele é de graça e, segundo o bufão da Casa Branca, isso estaria atrapalhando os lucros das empresas americanas Visa e Mastercard.
A tentativa de desestabilizar a democracia brasileira já começou com as tarifas unilaterais absurdas que foram impostas ao país na última semana. Os traíras internos haviam apoiado o primeiro tarifaço contra o Brasil no início do ano. Chegaram a aplaudir e pediram mais. Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA, pediu que além das tarifas, fossem aplicadas sanções contra autoridades da Justiça brasileira.
O fato de Donald Trump já ser conhecido tentativa de golpe nos EUA quando perdeu a eleição em 2020 deixa claro que ele é bem capaz de insuflar os fascistas brasileiros a tentar provocar outra confusão. As agressões e guerras provocadas mais recentemente pelo regime decadente dos EUA também apontam que o Brasil terá que se preparar para defender a democracia e barrar mais essa intromissão.
A Justiça Eleitoral brasileira já desmentiu todas as lorotas espalhadas pelos bolsonaristas contra as urnas eletrônicas. Flávio chegou a usar um relatório da CIA para inventar que a empresa que fabrica as urnas brasileiras seria da Venezuela e que teria participado de fraudes em 2012. Na mesma hora o traíra foi desmentido pelo TSE. A empresa citada por ele nunca forneceu urnas para o Brasil. O traidor não tem a menor vergonha de mentir descaradamente. E ainda se baseia em “relatório” da CIA, órgão especialista em golpes de Estado e assassinatos.
Até a reportagem do “The Washington Post” destaca a confiabilidade do sistema eletrônico do Brasil. Observadores internacionais confirmam seguidamente a eficiência das urnas. Benoni Belli, embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), ressaltou ao jornal que todas as missões de observação internacional no Brasil desde 2018 atestaram que o sistema é seguro, confiável e plenamente capaz de produzir resultados legítimos. No mesmo sentido, o especialista em eleições Salvador Romero afirmou ao periódico que o modelo brasileiro é “sem dúvida um dos mais robustos da América Latina”.
Ainda assim, os ataques à urnas eletrônicas permanecem como preparação para tentativas de desestabilização política no Brasil. O que a reportagem revela é que Flávio Bolsonaro e seu irmão estão mancomunados com os planos intervencionistas da Casa Branca. Outro elemento da extrema-direita, Paulo Figueiredo, que mora nos EUA, e atua junto com os bolsonaros, também confirmou ao “The Washington Post” que tem mantido reuniões na Casa Branca e que o sistema eleitoral brasileiro se tornou um tema de profundo interesse para a atual gestão norte-americana.










