Governo dos EUA se intromete na sessão do STF e ameaça Brasil com sanções contra Moraes

Trump volta a atacar o Brasil. (Foto: Guancha)

Flávio Dino repudiou ingerência estrangeira. Capacho e traidor, Eduardo Bolsonaro, anunciou que vai pedir a Trump para sancionar o país e os ministros do STF após sessão da Corte brasileira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, manifestou indignação diante de notícias de que o governo dos Estados Unidos estaria esperando o resultado da decisão do STF para preparar novas sanções contra magistrados da Corte brasileira.

Flávio Dino classificou a iniciativa americana como um “ambiente de pressão ilegítima” sobre o tribunal de uma nação soberana. A revolta de Dino ocorreu após a divulgação de que o Tesouro americano elaborou um rascunho para a retomada de punições com base na Lei Magnitsky, aguardando posicionamento oficial do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Em sua intervenção, Dino classificou o episódio como de “enorme gravidade jurídica e constitucional”, sustentando que a indignação contra a interferência externa deve ser partilhada por todos os brasileiros. Rejeitando a submissão a pressões externas ou a maiorias ocasionais, Dino afirmou que a toga pertence ao povo brasileiro e carrega o símbolo da soberania nacional.

Moraes e sua esposa Viviane Barci foram submetidos em 2025 a sanções dos Estados Unidos com base na Lei Global Magnitsky. As medidas foram posteriormente retiradas depois da viagem de Lula ao Estados Unidos.

O bajulador de Trump, Eduardo Bolsonaro, (PL-SP), também fez pressão para que a Casa Branca se intrometa ainda mais nos assuntos internos do Brasil. Ele afirmou nesta terça-feira (15) que pretende apresentar em Washington registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo ele, o material poderá integrar sua articulação em favor de uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos. Eduardo publicou a mensagem no X, antigo Twitter, durante o julgamento no Supremo e afirmou que pretende levar o conteúdo da sessão à Casa Branca. “Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo, em referência a Washington, D.C.

O bolsonarista Paulo Figueiredo confirmou que Eduardo terá mais de um encontro na capital dos EUA e que eventuais sanções contra o ministro estarão entre os assuntos discutidos.

Na sexta-feira (11), Eduardo já havia anunciado que viajaria a Washington para tratar da retomada de sanções previstas na Lei Global Magnitsky contra Moraes. Na ocasião, não revelou com quem pretendia se reunir. “Semana que vem estou indo a Washington DC para conversar com algumas pessoas muito interessantes para reanimar, reaver a possibilidade da gente ter uma Magnitsky Moraes”, declarou.

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