Situação dificultaria a proteção das forças e aliados dos EUA na região, disse o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. Ele alertou que não adianta seguir com ataques aéreos
O ditador dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu, no final de semana, de continuar bombardeando o Irã e ordenou uma interrupção dos ataques. A versão dada ao público para a suspensão dos bombardeios foi a de que a Casa Branca voltaria a apostar nas negociações diplomáticas.
Puro engodo. Os motivos foram outros, e nada favoráveis aos EUA. Um deles é que o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, alertou o secretário de Defesa Pete Hegseth e Trump para a escassez de interceptadores de defesa aérea. O general destacou que isso poderia dificultar a proteção das forças e aliados dos EUA na região.
O alerta de Caine foi noticiado pela primeira vez pelo New York Times. Um porta-voz do presidente do Estado-Maior Conjunto recusou-se a comentar “sobre conselhos militares confidenciais que o Presidente fornece ao Presidente”. Foi a primeira vez em duas semanas que Trump ordenou que os militares segurassem fogo e não realizassem ataques contra alvos iranianos ao redor da costa sul do Irã e na região do Estreito de Ormuz.
Também o principal comandante militar dos EUA no Oriente Médio, almirante Brad Cooper, recomendou interromper a campanha de bombardeios ao redor do Estreito de Ormuz porque, segundo ele, ela atingiu o limite de sua eficácia. Segundo matéria do site de notícias Axios, a recomendação de Cooper, junto com outros assessores, impactou a decisão do presidente Trump na sexta-feira (24) de suspender os ataques americanos contra o Irã.
Foi um reconhecimento, tanto por conselheiros militares quanto civis do presidente, de que existem limites para o que pode ser realizado por meio de ações militares, e especificamente de uma campanha de poder aéreo. A decisão veio após uma reunião com conselheiros de alto escalão e oficiais militares, que lhe apresentaram um novo plano de ataque para o dia. Nos dias anteriores à reunião, Trump estava inclinado a voltar às grandes operações de combate, mas sua mentalidade começou a mudar na noite de quinta-feira, disseram fontes.
O comandante do CENTCOM disse que um possível próximo passo seria retomar as operações de combate maiores para eliminar os 20% dos alvos que as forças armadas dos EUA designaram, mas não atingiram, durante a Operação Fúria Épica. Na ausência de uma decisão de retornar às grandes operações de combate, ele enfatizou que não havia sentido continuar a campanha de bombardeios das duas semanas anteriores, disseram as fontes de Axios.
A versão de que os EUA estavam parando os bombardeios para negociar foram divulgadas pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz. Ele disse ao programa “Meet the Press” da NBC no domingo que, enquanto Trump está “mantendo todas as opções na mesa”, o presidente também está “dando algum espaço para as conversas [com o Irã].” Waltz disse que as negociações entre os EUA e o Irã “estão em andamento em todos os níveis.” O governo iraniano nega que esteja havendo negociações entre os dois países.










