Escândalo: Consulado dos EUA em SP conspira contra eleição brasileira

Foto: divulgação do Consulado dos EUA em SP

Arapuca está realizando reuniões seletas com “influenciadores” de extrema-direita para atacar as urnas eletrônicas e apoiar Flávio, o serviçal e bajulador de Trump

Num claro desrespeito às leis brasileiras, o consulado dos EUA em São Paulo se transformou em comitê de campanha contra a democracia do país e a favor dos traíras que conspiram dentro do Brasil em defesa dos interesses mesquinhos de Donald Trump.

Os chamados “influenciadores da ultradireita”, leia-se integrantes de hordas fascistas da internet, são chamados para eventos conspiratórios promovidos pelo governo Trump através do Consulado dos EUA em SP. Evidentemente essas ações tentando desestabilizar as eleições brasileiras têm a ver com a queda nas pesquisas do candidato fascista.

Depois que Flávio Bolsonaro foi flagrado num áudio, obtido pela Polícia Federal, pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, sua campanha entrou e crise. A situação piorou ainda mais quando se descobriu que ele também esteve na casa do banqueiro, em São Paulo, quando este já usava tornozeleira eletrônica. A partir daí ele vem caindo nas pesquisas.

Para as autoridades brasileiras, a conspiração no consulado dos EUA é uma tentativa de interferência externa com o objetivo de influenciar os resultados das eleições. O Planalto, por sua vez, considera que essa intromissão é um movimento da extrema-direita trumpista em favor de seus apaniguados, entre eles Flávio Bolsonaro.

As reuniões ocorrem em meio ao aumento dos ataques de Trump ao Brasil. A Casa Branca acaba de prorrogar por mais um ano as sobretaxas aos produtos brasileiros. Isso depois delas terem sido derrubadas pela Suprema Corte do próprio país. As alegações para a prorrogação deixam claro as motivações políticas da medida.

O Consulado dos EUA não esconde que tem preferência pelo candidato subordinado aos interesses de Trump. Os EUA querem abocanhar nossas terrar raras e o nosso petróleo. Ele quer também acabar com o PIX. Trump é contra o PIX porque ele é de graça para o povo brasileiro e, segundo o bufão da Casa Branca, isso prejudica os lucros das empresas americanas Visa e Mastercard. Ele conta com o apoio de Flávio e Eduardo Bolsonaro para “negociar” o fim do PIX.

Por isso é que todos os “influenciadores” convidados elo Consulado dos EUA fazem oposição ao presidente Lula. Esse é o critério usado para participar dos encontros. O falso pretexto para as reuniões é discutir “liberdade de expressão e o ambiente digital no Brasil”. Trump tem insinuado que a Justiça brasileira tem cerceado a liberdade de opinião. O que na verdade ela fez foi punir criminosos.

Entre os convidados à conspiração está Maria Fernanda Schmidt, apresentadora do canal de extrema-direita Brasil Paralelo. Em publicação feita no Instagram na última quinta-feira (23), ela informou que participou de uma dessas reuniões promovidas pela representação diplomática norte-americana.

“Foi uma excelente oportunidade para compartilhar com os diplomatas os desafios enfrentados por influenciadores, jornalistas e produtores de conteúdo no ambiente digital, em um diálogo enriquecedor sobre os rumos da liberdade de expressão no Brasil”, escreveu a influenciadora, que costuma publicar conteúdos contra o governo Lula.

No YouTube, o jornalista Leandro Demori afirmou que outros influenciadores identificados com a ultradireita também receberam convites para participar de novas rodadas de conversa no Consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Na publicação, Maria Fernanda aparece ao lado de outros influenciadores bolsonaristas que, segundo ela, também participaram do encontro com representantes diplomáticos do governo Trump.

Na fotografia abaixo, publicada por Demori, estão, entre outros, Leandro Narloch, Rafael Ferri e Penélope Nova. Todos integram o sistema digital da movimento de extrema-direita, que atua em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro em diferentes nichos das redes sociais e também difunde conteúdos críticos ao governo Lula.

Influenciadores no Consulado dos EUA (reprodução do Youtube de Leandro Demori)

Reportagem da Agência Pública revelou que a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil procurou o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), para viabilizar uma agenda de Riley Bernes e Samuel Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA, comandados por Marco Rubio.

Os dois tiveram os pedidos de visto negados pelo Consulado do Brasil em Washington após manifestarem a intenção de se reunir com aliados de Flávio Bolsonaro para difundir, mais uma vez, a narrativa de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras. Segundo o Itamaraty, os representantes do governo Trump justificaram a viagem afirmando que pretendiam realizar contatos relacionados ao processo eleitoral brasileiro e promover debates sobre liberdade de expressão.

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