O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), armou uma reunião com investigadores para pedir ilegalmente à Polícia Federal um relatório sobre Alexandre de Moraes. Mendonça, que chegou ao cargo por indicação de Jair Bolsonaro, mentiu para seus colegas de Corte.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já apontou que os procedimentos realizados por André Mendonça foram ilegais.
As informações são do site UOL.
No dia 24 de agosto, ele convocou os investigadores da Operação Compliance Zero para, supostamente, discutir a investigação do Banco Master. Não havia, na convocação, nenhuma menção a outros ministros do STF. A reunião ocorreu no gabinete de Mendonça.
Depois de um breve início falando sobre esse tema, André Mendonça mostrou para os investigadores uma minuta de uma decisão, não assinada e sem data, que determinaria a produção de relatórios sobre as mensagens de Daniel Vorcaro.
Os relatórios, segundo a ordem, deveriam identificar as pessoas envolvidas em conversas com Vorcaro que poderiam ter relação com a primeira ordem de prisão, de novembro de 2025.
André Mendonça preparou essa movimentação para “corrigir” o que ficou faltando nos vazamentos anteriores ocorridos na investigação sobre a qual é responsável.
Isso é, Mendonça fez tudo para colocar o nome do ministro Alexandre de Moraes no caso. Isso porque nos vazamentos as mensagens que eram atribuídas a Alexandre de Moraes não tinham a confirmação da PF de que ele era o interlocutor.
O relatório da PF foi entregue a Mendonça na quinta-feira (27).
Na segunda (31), Alexandre de Moraes foi até o gabinete de André Mendonça e disse que ele estava conduzindo ilegalmente uma investigação contra outro ministro do Supremo, o que exige autorização dos demais membros da Corte.
André Mendonça respondeu que a PF foi quem enviou o relatório, omitindo que ele foi quem a provocou para isso.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a extinção da apuração iniciada por André Mendonça contra outros ministros, apontando que foi ilegal.
A avaliação do PGR é que Mendonça sabia que a investigação envolveria o nome de pessoas com foro por prerrogativa de função, ou seja, outro ministro do STF, e continuou sem autorização.










