“Para as demandas fora desse monopólio, especialmente em localidades remotas e de difícil acesso, não existem prestadores com capilaridade e capacidade operacional equivalentes”, afirma o banco público
O Banco do Brasil (BB) divulgou na última terça-feira (8) que firmou um contrato de R$ 2,307 bilhões com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) para a prestação, por cinco anos, de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, em âmbito nacional e internacional.
“A escolha da contraparte justifica-se pelo fato de a ECT-Correios deter a competência legal exclusiva para a prestação da maior parte dos serviços postais demandados pelo Banco, em decorrência do regime de monopólio postal estabelecido pela Lei nº 6.538/1978 e reafirmado pelo Decreto nº 12.464/2025”, informou a gestão do BB, em comunicado sobre Transações com Partes Relacionadas.
A direção do BB assegura que a decisão ocorreu de forma independente, em estrita conformidade com as normas internas e as instâncias competentes; e esclarece também que não foi preciso realizar procedimento de tomada de preços com terceiros “devido à inviabilidade de competição no mercado”.
“Aproximadamente 97,84% das nossas despesas com postagens referem-se a serviços sujeitos ao monopólio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT-Correios)”, afirma o BB, em outro trecho do documento, ao destacar que “para as demandas fora desse monopólio, especialmente em localidades remotas e de difícil acesso, não existem prestadores com capilaridade e capacidade operacional equivalentes”.
“Cabe ressaltar ainda que os preços praticados pelos Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou política comercial padronizada, não havendo margem para negociações individualizadas”, completa.










