Volume de danos à infraestrutura militar dos EUA pelos ataques de retaliação iranianos é muito maior do que previamente admitido, segundo investigação do Washington Post
O Irã destruiu mais de 220 estruturas em 15 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio em resposta à agressão desencadeada pelo governo Trump, revelou na quarta-feira (6) o jornal The Washington Post.
Pelo menos 228 estruturas ou equipamentos em instalações militares norte-americanas no Oriente Médio foram destruídas ou danificadas pela retaliação iraniana, atingindo hangares, quartéis, depósitos de combustível, aeronaves e equipamentos chave de radar, comunicações e defesa aérea, segundo uma análise do Washington Post de imagens de satélite e postagens verificadas da mídia estatal iraniana.
A quantidade de destruição é “muito maior” do que o que foi publicamente reconhecido pelo governo dos EUA ou anteriormente relatado, ressaltou o Post.
“Os ataques iranianos foram precisos. Não há crateras aleatórias indicando erros”, disse Mark Cancian, conselheiro sênior do Centro Internacional de Estudos Estratégicos (CSIS, na sigla em inglês) e veterano do Exército dos EUA, que revisou as imagens iranianas a pedido do Washington Post.
No total, o jornal norte-americano encontrou 217 estruturas e 11 equipamentos danificados ou destruídos em 15 bases militares dos EUA no Oriente Médio, localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Jordânia, Bahrein, Qatar e Arábia Saudita.
Uma parcela importante dessa destruição – como radares estratégicos dos EUA na região – já havia sido admitida anteriormente.
Dado o alcance e intensidade da resposta iraniana, as baixas nessas estruturas só não chegaram às às dezenas ou centenas, porque o Pentágono esvaziou as bases, transferindo a maior parte dos soldados e funcionários para hotéis e outros locais, fora do alcance do fogo iraniano (e transformando civis árabes em escudo humano).
Veja vídeo de base atingida no Bahrein no link:
Ainda assim, sete militares norte-americanos morreram nos bombardeios iranianos —seis no Kuwait e um na Arábia Saudita— e mais de 400 soldados ficaram feridos até o fim de abril, segundo o Exército dos EUA. Ao menos 12 desses feridos sofreram ferimentos classificados como graves, segundo o jornal.
De acordo com o Post, a Rússia forneceu inteligência ao Irã para ajudar em ataques contra alvos dos EUA no Oriente Médio ao longo da guerra. O que pode ser considerado uma pequena retribuição ao que os americanos vêm fazendo contra a Rússia, desde a Ucrânia, há quatro anos.










