‘Rachadinha’ apoiou Adriano da Nóbrega, um dos milicianos mais perigosos do Rio de Janeiro, e comemorou os votos dados ao advogado de narcotraficantes da Colômbia
O apaniguado de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro, candidato fascista a presidente, reclamou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) de que estariam ligando-o às milícias e ao crime organizado. Ele alega que isso seria injusto, mas não desmente que apoiou a milícia do Rio de Janeiro.
Quando era deputado estadual, no Rio, ele homenageou Adriano da Nóbrega, um dos milicianos mais perigosos do estado. Não só entregou a medalha Tiradentes ao criminoso dentro da prisão, como empregou a mulher e a mãe do assassino em seu gabinete, no esquema de rachadinha que ele mantinha.
Adriano da Nóbrega, o protegido de Flávio Bolsonaro, foi nada mais, nada menos, do que o fundador do “Escritório do Crime”, uma central de assassinatos por encomenda da milícia que, entre outros crimes, foi responsável pelo assassinato a queima roupa da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.
O deputado Lindberg Farias, do PT, anunciou que vai recorrer da decisão monocrática de André Mendonça, que mandou apagar postagens com referências às ligações de Flávio com as milícias. O parlamentar argumenta que suas postagens são sobre fatos e não opiniões. Ele afirma que Mendonça estaria impondo censura no país.
São fatos também as ligações de ocupantes de cargos no governo do Rio de Janeiro, na gestão Cláudio Castro, com o Comando Vermelho (CV). Esses políticos estão presos por suas ligações com a facção criminosa e foram todos eles indicados por Flávio Bolsonaro ou aliados do senador.
São eles o ex-secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, o ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e o deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente do Legislativo do Rio e candidato favorito de Flávio a governador. Todos são aliados e amigos de Flávio. Todos são criminosos e estão presos.
Esses são fatos inquestionáveis. Assim como foi um fato o áudio em que o candidato fascista aparece pedindo dinheiro ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, que deu golpe bilionário no país. O candidato havia mentido ao país dizendo que nunca tinha conversado com o banqueiro. Depois, apareceu em áudio, afirmando que apoiava tudo o que Vorcaro estava fazendo e, após o banqueiro ser preso, foi até a casa dele pedir mais dinheiro. O cínico também havia dito que não sabia que Vorcaro era criminoso. Agora, nesta semana, surgiram informações de que os dois tiveram vários encontros antes do áudio vazado.
Outro episódio que marca bem o submundo ao qual Flávio Bolsonaro está ligado foi a comemoração que ele fez esta semana com a possível vitória do advogado de narcotraficantes, Abelardo de la Espriella, candidato na eleição presidencial na Colômbia. Onde há milícia, grupos de extermínio e facções, lá está o bolsonarismo.
As teias montadas com os presos no Rio por associação com o CV e a preferência por um candidato ligado ao tráfico na Colômbia só confirmam as suspeitas do parlamentar que fez as denúncias. O fascismo associado ao narcotráfico e às milícias está pondo as mangas de fora na América Latina, insuflado pelo decrépito, estúpido e decadente ocupante da Casa Branca.
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