Copa: Atacante do Iraque é questionado durante 7 horas em aeroporto de Chicago

Ônibus com a seleção iraniana é aplaudido em sua chegada à cidade mexicana de Tijuana (AFP)

O atacante pelo time do Iraque, Aymen Hussein, quando desembarcou com sua equipe no aeroporto O’Hare, na cidade americana de Chicago, neste sábado, foi interrogado por 7 horas por autoridades americanas.

Enquanto a maior parte da delegação iraquiana foi autorizada a entrar nos EUA, Hussein foi levado para interrogatório pelos agentes de fronteira americanos, comunicou um funcionário que trabalha para o Comitê Olímpico Iraquiano.

Depois de 7 horas de interrogatório, Hussein foi autorizado a entrar nos EUA, mas o fotógrafo da equipe, após 10 horas de interrogatório foi barrado pelas autoridades americanas disse o funcionário.

“O fotógrafo da equipe nacional Talal Salah foi mantido por mais de 10 horas, passou por verificações telefônicas semelhantes e, finalmente, foi negada a entrada nos Estados Unidos”, disse e acrescentou que o telefone de Hussein foi levado para ser inspecionado pelos americanos.

O time do Iraque vai competir na sua primeira Copa do Mundo depois de 40 anos. O atacante iraquiano Hussein é um astro do futebol iraquiano depois marcou o gol que garantiu a entrada do país na Copa, 2 a 1 contra a Bolívia.

Em 2008, Hussein perdeu seu pai, morto em um ataque da Al Qaeda, seu irmão foi sequestrado seis anos depois pelo bando Estado Islâmico e nunca mais foi encontrado.

A embaixada do Iraque em Washington, em postagem na rede social X, relatou como foi o processo de entrada da delegação de 62 pessoas nos EUA.

“A embaixada esclarece que todos os membros da delegação entraram nos Estados Unidos em 5 de junho de 2026, sem problemas, com exceção de dois indivíduos que foram submetidos a procedimentos adicionais pelas autoridades de imigração dos EUA relevantes. A embaixada tem acompanhado de perto este assunto”, comunicaram.

O time iraquiano chegou a Chicago depois de treinar na Espanha antes da Copa do Mundo da FIFA de 2026, eles estão competindo no Grupo I contra a França, Senegal e Noruega e vão estrear em 16 de junho em uma partida contra o Noruega.

EMBAIXADA DO IRÃ DENUNCIA EUA POR NEGAR VISTOS A EQUIPE TÉCNICA DA SELEÇÃO

O time do Irã teve que ser recebido pelo México depois da recusa dos americanos a deixarem eles entrarem no país. A dez dias da copa, o governo do Irã denuncia o tratamento discriminatório por parte do governo americano que permitiu a entrada dos jogadores e alguns membros da equipe, mas, até aqui, nega o visto a membros da diretoria da equipe e da comissão técnica.

Isso acontece durante a guerra dos EUA contra o Irã, iniciada pelos americanos em 28 de fevereiro, quando as forças americanas e israelenses realizaram, sem provocação, ataques aéreos contra alvos civis e militares no Irã, matando autoridades iranianas e 120 crianças na escola para garotas de Minab.

O embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, diz que eles só terão a entrada permitida no dia da partida.

“Podemos entrar pela manhã e ter que sair do país no mesmo dia”, explicou o embaixador. Os jogadores iranianos só terão o visto para a entrada permitida nos EUA, somente para os dias das partidas e deverão sair do país no mesmo dia.

O governo Trump eleva a pressão, como se estivesse punindo a delegação iraniana pelo embaraço da recusa do Irã em se submeter ao imperialismo americano e pelo conflitado fechamento do Estreito de Ormuz, uma importante rota comercial por onde passa 20% do petróleo consumindo no mundo.

O time do Irã deveria ser hospedado em Tucson, no Arizona, mas foram forçados a se mudarem para Tijuana. Eles tem três partidas marcadas duas em Los Angeles, onde vão disputar contra a Nova Zelândia, no dia 15 de junho e contra a Bélgica no dia 21 de junho, e outra partida que vai acontecer na cidade americana de Seattle, no dia 26 contra o Egito.

Em resposta a uma declaração do embaixador americano na Turquia, Tom Barrack, que comunicou que vistos foram providenciados para os jogadores iranianos e membros da comissão técnica, a embaixada do Irã na Turquia, questionou o tratamento discriminatório dado à delegação iraniana pelos EUA.

“Por que vocês não dizem que os vistos foram negados à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?”, postaram nas redes sociais. Eles classificaram o tratamento dado pelos americanos como “deliberado e discriminatório contra a seleção nacional de futebol do Irã no seu nível mais alto”.

Um dos que estariam entre os que tiveram o visto negado, foi o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, em comunicado a entidade do esporte descreveu a decisão dos americanos como uma “interferência política no esporte em sua pior forma”.

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