Crime de guerra: Israel destrói com bombas os sítios históricos de Gaza

Escombros do Palácio de Pacha (Qasr Al Basha) do século XIII na Faixa de Gaza. (foto: Omar Al Qattaa/AFP)

O direito internacional exige que o invasor não altere, danifique ou roube a herança histórica

O delegado palestino na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Adel Attieh, denunciou as forças de Israel por tentarem reescrever a história e se apropriarem de sítios históricos palestinos. Estima-se que a Cisjordânia possua cerca de 7.000 sítios arqueológicos, dos quais aproximadamente 60% estão localizados na Área C, hoje sob controle direto da ocupação liderada por Benjamin Netanyahu. Na Faixa de Gaza o regime israelense ataca com bombas toda a herança histórica dos palestinos. A Palestina adverte que o direito internacional obriga Israel a não alterar ou danificar esses sítios históricos.

O diplomata apresentou uma iniciativa à UNESCO para proteger os locais arqueológicos e impedir as violações do patrimônio cultural, acusando Israel de tentar alterar a verdade histórica ao reivindicar direitos sobre sítios arqueológicos na Palestina. O sítio mais importante é a Mesquita de Ibrahimi em Hebron, Patrimônio Mundial da UNESCO.

Um relatório da Organização para a Libertação da Palestina explica que o controle das autoridades israelenses sobre os sítios arqueológicos palestinos tornou-se parte das políticas de expansão dos assentamentos e confisco de terras, citando um projeto de lei do Knesset aprovado em meados de maio último que estabelece uma autoridade do patrimônio na Cisjordânia.

ATENTADOS CONTRA A HISTÓRIA PALESTINA

Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades da Palestina, a Cisjordânia abriga cerca de 7.000 sítios arqueológicos, dos quais 60% estão localizados na Área C, sob controle israelense.

A devastação cultural na Palestina consiste na destruição da história e da memória de um povo. Na Faixa de Gaza, os israelenses danificaram ou destruíram universidades, escolas, bibliotecas, mesquitas, igrejas e sítios arqueológicos. Isso inclui a morte de artistas e professores. O objetivo é apagar a identidade palestina.

Os ataques aéreos ainda destruíram em Gaza museus, bibliotecas e arquivos históricos, documentos e obras de arte, danificaram palácios como o Qasr Al Basha, do século XIII, demoliram a Universidade Al Israa (ao sul da Cidade de Gaza) e seu museu, que abrigava 3.000 obras de arte, artefatos arqueológicos, instrumentos e materiais que datam da Idade do Bronze.

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