Deputada bolsonarista quer acabar com Bolsa Família para moradores de rua

Júlia Zanatta contra os pobres ( Foto: reprodução do Twitter)

Segundo ela, isso causaria “riscos fiscais”. Maria Antonieta também já tinha falado algo parecido. Já Hitler resolveu o problema exterminando quem não tinha comprovante de residência na Alemanha

A deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) revelou todo o seu desprezo pelos pobres brasileiros ao acionar o Tribunal de Contas da União (TCU) contra a inclusão da população em situação de rua no programa Bolsa Família, do governo Lula. Essa população é aquela que chegou a uma situação de miséria tão dramática que não têm mais nem onde morar.

Para a deputada, não há como atender essa população de rua se não há comprovação de endereço. Assim, segundo ela, não há também como controlar e prevenir fraudes na concessão dos benefícios. Ela afirma estar preocupada com os gastos públicos. A iniciativa mostra como a extrema-direita brasileira faz demagogia sobre gastos púbicos para esconder seu ódio aos pobres. Ela não diz explicitamente, mas é contra o Bolsa Família para a população em situação de rua.

Hitler também acabou com os problemas de controle dos moradores de rua na Alemanha. Ele matou todos os que não tinham comprovante de residência. Deixou de “gastar” com eles. Colocava-os em camburões cujo cano de descarga despejava os gazes para dentro do carro. Agora se entende também porque, por muito menos, a rainha Antonieta, da França, perdeu a cabeça.

A parlamentar catarinense quer uma auditoria operacional sobre os mecanismos de cadastramento, controle, prevenção de fraudes e concessão de benefícios do Bolsa Família para a população em situação de rua. Ela disse que há risco de fraudes. A deputada deve achar que os pobres são desonestos como o senador Flávio Bolsonaro, que ela apoia para presidente. Que os pobres vão desviar recursos públicos como fez o senador ladrão desde que entrou para a vida pública.

Sim porque os desvio do “erário” por Flavio começaram com as rachadinhas em seu gabinete, depois com a loja de chocolate aberta para lavar dinheiro e depois vieram os R$ 61 milhões que Daniel Vorcaro roubou do país, do erário, e entregou a ele. A preocupação da bolsonarista é também que não falte dinheiro para os milionários. Ela tem a cara de pau de argumentar que há descontrole na concessão de benefícios para este grupo, o que “produz um risco fiscal”.

“A proteção social não pode servir de escudo à ausência de controle: proteger o vulnerável e proteger o erário são deveres simultâneos, não excludentes”, afirma no documento. Ela não diz uma palavra sobre os mais de R$ 1 trilhão que são desviados do erário anualmente, sem nenhum controle social, para os banqueiros e endinheirados que detêm papéis e títulos públicos remunerados de pai para filho, com os juros reais mais altos do mundo.

Júlia Zanatta não fala nada sobre isso mas reclama que o número de famílias em situação de rua, beneficiárias do Bolsa Família, mais que dobrou em 3 anos. Ao invés de discutir as causas desse aumento da miséria no país e de procurar meios de enfrentá-la, a deputada está preocupada com o erário não seja usado nos gastos com o povo. Segundo dados da plataforma VIS Data, do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), o total passou de aproximadamente 130 mil, em 2023, para 272.971 em abril de 2026.

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