Diante da repercussão negativa e desgaste da emenda de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que altera o projeto de redução de jornada e fim da escala 6×1, diversos parlamentares retiraram a assinatura da lista em apoio à emenda.
Além disso, líderes de sete partidos (MDB, Republicanos, PSDB-Cidadania, Podemos, União Brasil, PSD e PP), em nota conjunta, pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada da emenda. Eles alegam que a proposta de Turra, distorce o propósito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e compromete a clareza do debate e a compreensão da proposta.
A emenda, que tem apoio dos deputados bolsonaristas Nikolas Ferreira, Ricardo Salles e Bia Kicis, entre outros, ao contrário de diminuir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40h, sem redução salarial, propõe o aumento para 52 horas, além de cortar pela metade o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e fixar em 10 anos o tempo de transição para o fim da escala 6×1.
Logo que a emenda foi apresentada, era assinada por 176 deputados, mas após a sua publicação, com a enorme repercussão negativa, até a quarta-feira (20), 13 parlamentares já haviam protocolado a retirada da assinatura em apoio à emenda.
Entre os parlamentares que recuaram do apoio à emenda está o deputado Henderson Pinto (União Brasil-PA).
“Após análise mais aprofundada dos impactos jurídicos, econômicos e sociais decorrentes das propostas apresentadas, concluiu o Requerente pela inconveniência de manter sua adesão às mencionadas emendas, especialmente diante da necessidade de maior amadurecimento do debate acerca dos efeitos da redução da jornada de trabalho sobre os diversos setores produtivos e sobre a geração de empregos no País”, justificou o parlamentar do Pará.
Outros parlamentares que retiram a assinatura são, Roberta Roma (PL-BA), Mário Heringer (PDT-MG), Laura Carneiro (PSD-RJ), Bebeto (PP-RJ), Max Lemos (União-RJ), Arthur Oliveira Maia (União-BA), Gustinho Ribeiro (PP-SE) e Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ), entre outros.











