Após a vitória histórica da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira (15) pela semifinal da Copa do Mundo 2026, jogadores da albiceleste levantaram uma faixa que reflete a rivalidade entre os países que vai além das quatro linhas. “As Malvinas são argentinas”, dizia a faixa exibida por Lisandro Martínez e Giovani Lo Celso após a vitória de virada, construída nos minutos finais da partida.
A faixa, que estava entre os torcedores ao longo da partida e foi entregue aos jogadores após a eliminação da Inglaterra, faz alusão à disputa pelas Ilhas Malvinas, arquipélago no sul do Oceano Atlântico, que foi ocupado pelos britânicos.
O episódio culminou com uma guerra entre os países em 1982, onde a Argentina saiu derrotada, com um número de vítimas argentinas estimado em 650 pessoas. Desde então, as disputas entre as duas nações passaram a ter outro nível de rivalidade.
Quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1986, a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final em um jogo lendário que ficou marcado por dois gols de Maradona: um com a mão, no lance que ficou conhecido como “La Mano de Dios”, e outro que é considerado um dos mais famosos da história do futebol.
Após a nova humilhação dentro de campo, os ingleses resolveram protestar contra a manifestação política dos argentinos.
O secretário de Negócios britânico , Peter Kyle, e um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer acionaram a FIFA na intenção de punir a equipe pela “flagrante violação” das regras ao introduzir um slogan político em um evento esportivo.
“Um dos princípios básicos da Copa do Mundo é que a política deve ser mantida separada do futebol . Espero que a FIFA conduza uma investigação completa sobre o assunto”, disse o representante inglês, que não se manifestou diante da perseguição do governo Trump contra seleções como o Irã, Iraque, República Democrática do Congo, Marrocos ou Egito, durante a Copa.










