Ditadura Trump informa que vai impor novo tarifaço contra o Brasil

Brasil é um dos poucos países do mundo que tem déficit comercial com os EUA (Foto: Guancha)

O representante dos EUA afirmou que já levou ao chefe da Casa Branca a recomendação para taxar os produtos brasileiros

O chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo Lula que já levou para o presidente Donald Trump a recomendação final de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros.

A decisão unilateral de sobretaxar produtos brasileiros é uma decisão política do governo americano já que o Brasil rebateu todas as questões técnicas levantadas pelo representante comercial e provou que não há comércio favorável ao Brasil e nem desrespeito pelo país de questões ambientais ou trabalhistas. Esses são pretextos falsos inventados pelo governo dos EUA para criarem dificuldades para a economia nacional.

O Brasil, ao contrário do que eles dizem, é um dos poucos países do mundo que tem déficit comercial com os EUA. Cerca de US$ 400 bilhões nos últimos 15 anos. Além disso o Brasil comprovou que tem reduzido os desmatamentos e tem uma das legislações mais rígidas no combate à mão de obra escrava. Os representantes brasileiros comprovaram que as acusações feitas pela Casa Branca não tinham nenhum fundamento.

Os argumentos de Greer foram rebatidos por autoridades como o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e pelos embaixadores Mauricio Lyrio (um dos principais negociadores do Itamaraty) e Audo Faleiro (assessor internacional da Presidência da República).

Eles enfatizaram a falta de argumentos técnicos dos Estados Unidos para subsidiar a investigação no âmbito da Seção 301, como as acusações sobre aumento do desmatamento no Brasil, quando os números referentes à Amazônia indicam o contrário. De forma arrogante Jamieson Greer declarou encerradas as discussões e ainda reclamou da falta de empenho por parte do Brasil.

O “empenho” que o representante americano queria era a rendição do Brasil aos interesses unilaterais dos EUA. O Brasil fez de tudo para preservar as negociações e a soberania nacional.

O comportamento do governo brasileiro foi completamente diferente do que fizeram os traidores da oposição bolsonarista que defendeu os interesses dos EUA contra o Brasil. Flávio Bolsonaro chegou a dizer nos EUA que apoiava as tarifas desde que elas fossem aplicadas depois das eleições. Além disso se dispôs a abrir negociações sobre o PIX. Trump é contra o PIX porque ele é gratuito e, segundo ele, prejudicaria os lucros das empresas americanas Visa e Mastercard.

Na última reunião, os auxiliares presidenciais enfatizaram o perfil de boa parte do comércio bilateral, com subsidiárias de empresas americanas exportando peças e partes “made in Brazil” para suas matrizes nos Estados Unidos. A tese teria sido bem aceita pelo USTR, gerando expectativa no governo Lula de que mais produtos industrializados possam escapar da taxação. Hoje o tarifaço atingiria 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos (em valores). Há otimismo em reduzir esse impacto.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *