O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que “o bolsonarismo é o maior inimigo dos trabalhadores brasileiros”, pois, segundo notícia do jornal O Globo, Flávio Bolsonaro (PL), que quer ser presidente, está articulando com seus aliados um bloqueio no Senado Federal à votação da PEC que extingue a escala 6×1.
“Não tem como negar: o bolsonarismo é o maior inimigo dos trabalhadores brasileiros. É preciso derrotar esse canalha nas urnas!”, escreveu Orlando em suas redes sociais.
O deputado federal comentou sobre a movimentação de Flávio Bolsonaro para impedir que a PEC do fim da escala 6×1 seja votada antes das eleições.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após reunião feita com Lula para discutir as pautas na Casa. O texto estava parado desde maio.
Como resposta, Flávio Bolsonaro tem mobilizado seus aliados para impedir que o tema seja votado.
Além de ser contra o fim da escala 6×1, Flávio avalia que a aprovação da PEC pode ajudar o presidente Lula em sua reeleição.
Rogério Marinho (PL-RN), que é o coordenador da campanha de Flávio, apresentou um texto alternativo ao que já tramita com o objetivo de atrapalhar a votação e ganhar tempo.
Além disso, os bolsonaristas planejam apresentar diversos pedidos de vista para atrasar a votação. O acordo feito entre os senadores estabeleceu uma janela de uma semana, a primeira de setembro, para que todas as votações ocorram até o fim das eleições.
Daniella Marques, que compõe a equipe econômica de Flávio Bolsonaro, atacou o fim da escala 6×1 e expôs o pensamento do grupo. Publicamente, Flávio e aliados têm evitado falar mal do tema porque sabem que a maioria da população apoia o fim da escala 6×1.
Para ela, a garantia de um dia a mais de descanso para os trabalhadores brasileiros é, na verdade, “um debate populista” e “inócuo”. A ex-presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro acredita que as pessoas que trabalham seis dias e descansam apenas um estão exercendo sua “liberdade para trabalhar o quanto quiser”.









