Governo americano queria que Brasil cedesse sobre o PIX. Soberania nacional não está a venda replicou o Planalto. Candidato fascista e traidor da pátria ataca o governo brasileiro e dá força total para os agressores
Flávio Bolsonaro se juntou a Trump e Marco Rubio nos ataques à economia brasileira e à reação firme do governo Lula ao tarifaço imposto unilateralmente esta semana ao Brasil. Tanto o traíra interno quanto os arrogantes do regime norte-americano acusam o presidente Lula de ousar defender a soberania nacional.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Maco Rubio, em sua tradicional arrogância, reclamou da firmeza do Brasil na defesa dos interesses do Brasil. Ele disse que as políticas econômicas do governo de Lula são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Ele queria que o Brasil se curvasse diante das exigências descabidas contra o PIX e contra as exportações brasileiras. Seu objetivo é garantir reserva de mercado para produtos americanos no mercado brasileiro.
Flávio Bolsonaro seguiu as palavras de Rubio contra o Brasil. Ele também culpou Lula pela sanção norte-americana. Também chegou a comparar Lula com o ex-presidente americano Joe Biden. Tudo para bajular Trump. O traíra disse que Lula é passado e que o futuro do Brasil é ser quintal dos EUA.
O governo brasileiro reagiu ao anúncio do tarifaço da Casa Branca. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (15), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e reafirmou que o Brasil defenderá sua soberania por todos os meios previstos no direito internacional.
A nota afirma que a decisão dos EUA não encontra respaldo econômico nem jurídico e rejeita a utilização da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos como instrumento para pressionar o Brasil. O governo brasileiro também anunciou que recorrerá aos mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionará a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional para responder às medidas adotadas por Washington.
O governo brasileiro desmontou as alegações dos EUA para atacar o Brasil. Estatísticas oficiais do próprio governo norte-americano mostram que os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.
Estes números provam que não há fundamento para alegações de tratamento comercial discriminatório. Além disso, o documento ressalta que, somente em 2025, 76% das importações provenientes dos Estados Unidos ingressaram no Brasil sem pagamento de imposto de importação, enquanto a tarifa média efetivamente aplicada aos produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%. Para o governo brasileiro, esses números desmontam a narrativa de que o Brasil manteria barreiras comerciais injustificadas contra empresas dos Estados Unidos.
Sobre a pressão de Trump contra o PIX e as críticas à regulação da internet, o governo foi categórico. “O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”, afirma a nota. Em seguida, o governo acrescenta: “No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade.”
O governo relacionou os ataques americanos a interesses imperialistas e à traição bolsonarista. A nota diz que “é triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”. O texto acrescenta que “são falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
A manifestação conclui reafirmando que a defesa da soberania nacional deve estar acima das disputas partidárias: “Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.”










