Flagrado pedindo R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro, que foram parar num fundo gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, o senador, ao invés de se explicar, quer escolher quem vai julgá-lo no STF
O senador Flávio Bolsonaro pediu nessa segunda-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre os R$ 61 milhões que ele obteve junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, e enviou para os EUA, não seja investigado por Alexandre de Moraes. Ele gostaria que o ministro encarregado fosse André Mendonça.
A investigação está com Alexandre de Moraes porque ele é o responsável pelo inquérito sobre a atuação ilegal de Eduardo Bolsonaro em sua conspiração criminosa feita diretamente dos EUA contra o Brasil. O deputado Lindberg Farias, autor da representação, solicitou ao STF que incluísse o envio do dinheiro dado por Vorcaro a Flávio para os EUA na investigação sobre a atuação criminosa de Eduardo naquele país. O ex-deputado já responde por suas atividades contra o Brasil.
A suspeita, tanto da Polícia Federal quanto do parlamentar que fez a representação, é de que o dinheiro do Banco Master foi usado para bancar a conspiração de Dudu Bananinha junto à Casa Branca. O ex-deputado deu uma entrevista à TMC 360 na quarta-feira (3) onde confessou que ofereceu as terras raras brasileiras e o PIX para o governo dos Estados Unidos. Donald Trump quer acabar com o PIX porque ele é gratuito para o povo brasileiro e isso estaria dando prejuízo aos cartões americanos Visa e Mastercard, que cobram caro pelas operações de pagamento. Calcula-se em R$ 20 bilhões o que eles sugam da população brasileira por ano.
Flávio Bolsonaro faria melhor se, finalmente, explicasse o que aconteceu com o dinheiro sacado do Banco Master. Até agora ele não apresentou nenhuma prestação de contas sobre os supostos gastos com o filme do pai e nem mostrou o tal contrato sigiloso que ele disse ter com Daniel Vorcaro. Foi baseado neste suposto contrato que ele justificou ter mentido ao país sobre suas relações com o banqueiro ladrão. Ele jurava que nunca tinha falado com o banqueiro e foi flagrado numa conversa íntima pedindo R$ 134 milhões e obtendo R$ 61milhões ao dono do Banco Master.
A alegação de Flávio para o pedido de dinheiro ao banqueiro era a realização de um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado. No entanto, o dinheiro foi mandado para um fundo administrado pelo advogado Paulo Calixto, que coincidentemente é advogado de Eduardo Bolsonaro no Texas, nos EUA. Além disso, esse fundo adquiriu um imóvel avaliado em R$ 3,6 milhões no Texas, que acabou em nome de André Porciúncula, um bolsonarista que fugiu para os EUA junto com Eduardo.
O dinheiro público que o Banco Master desviou de aposentados e de fundos de pensão abasteceu o fundo gerido por Eduardo Bolsonaro, que também mora numa mansão no Texas, com aluguel de R$ 30 mil mensais. Depois se soube que o fundo gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro também aplicou parte dos recursos que saíram do Master em Delaware, um paraíso fiscal dos EUA. Uma verdadeira orgia com o dinheiro roubado no Brasil.
Portanto, é muito forte a suspeita de que o recurso que foi repassado secreta e ilegalmente por Daniel Vorcaro para Flávio Bolsonaro bancou não só o filme de Jair Bolsonaro, mas também a atividade criminosa de Dudu Bananinha nos Estados Unidos. Nada mais natural que o inquérito que trata desta atividade criminosa receba a incumbência de aprofundar as investigações. A alegação de Flávio de que Moraes estaria impedido de analisar a representação é baseada na premissa de que o ministro teria cometido algum crime neste caso. Ou seja, é o criminoso acusando o juiz para tentar fugir de dar explicações.











