Israel ataca população libanesa com bombas de fósforo branco

Bombardeio criminoso israelense com armas banidas é denunciado pelo NYT (Al Ahram/AFP)

O exército de ocupação de Israel está usando fósforo branco no sul do Líbano contra a população civil, denunciou o ‘The New York Times’ em um artigo. De acordo com o jornal americano e grupos humanitários, os vídeos coletados são a prova de que as forças israelenses estão usando esse armamento incendiário contra áreas povoadas no Líbano.

O fósforo branco é uma substância inflamável, altamente tóxica, semelhante a cera que entra em combustão em contato com o oxigênio e queima a uma temperatura que pode chegar a mais de 1300 ºC, a inalação da fumaça do fósforo branco pode provocar falência nos órgãos e sufocamento. O uso do fósforo branco em áreas com civis é um crime de guerra pela lei internacional.

As chamas do fósforo branco, uma vez ativo, são difíceis de extinguir. Contato da substância com a pele é violentamente destrutivo e constitui uma emergência médica severa. A substância se inflama espontaneamente ao entrar em oxigênio, penetra profundamente nos tecidos e continua queimando até ser totalmente consumida.

De acordo com o artigo do NYT, trilhas de fumaça do fósforo branco foram avistadas recentemente, em 30 de maio em Nabatieh, um cidade no sul do Líbano com uma população de 40.000 civis.


Israel está lançando bombas de fósforo branco em áreas civis na aldeia de Arnoun, Nabatieh, no sul do Líbano. Estas são munições proibidas internacionalmente – e Israel está liberando-as contra civis.”

Outras imagens que o NYT verificou, o fósforo branco foi utilizado nas proximidades da cidade costeira de Tiro, e perto das cidades de Qlayaa, Khiam e Yohmor, em março deste ano.

Mesmo com várias imagens evidenciando o uso de fósforo branco pelas forças israelenses, Israel nega o uso dessa substância em violação das leis internacionais.

Israel está lançando bombas de fósforo branco em áreas civis em Al-Tiri, no sul do Líbano. Estas são munições proibidas internacionalmente, e Israel está usando-as contra civis.”

O artigo apontou que em 2024, um relatório da ‘Human Rights Watch’, documentou o uso do fósforo branco por Israel de forma indiscriminada no Líbano.

Israel também usou fósforo branco contra a população de Gaza em 2009, e contra o Líbano em 1982 e 2006. Só em 2024, Israel usou fósforo branco contra o Líbano, mais de 200 vezes.

Militares israelenses disparam contra família de palestinos na Cisjordânia e matam bebê de 7 meses

O bebê de 7 meses, Sam Fahd Abu Haikal, estava nos braços da mãe quando soldados de Israel abriram fogo contra o carro em que ele e sua família estavam, seus pais ficaram feridos. Mesmo com a família palestina obedecendo a ordem dos soldados para parar o veículo, mesmo assim eles abriram fogo.

Com o coração pesado, um pai de luto abraça e beija seu filho, Sam Fahd Abu Haikal, pela última vez depois que a criança de sete meses foi morta por tiros israelenses em Hebron ontem.”

Na sexta-feira, 5, os soldados israelenses abriram fogo contra o carro, na região de Tel Rumeida em Hebron. O bebê ficou gravemente ferido, foi levado ao hospital local mas não resistiu os ferimentos.

O exército de Israel formulou uma desculpa, de que o carro teria acelerado contra os militares mas o pai do bebê morto, em uma entrevista para o Haaretz desmentiu os militares da ocupação.

Fahd Abu Haikal, professor na Universidade de Belém e pai do bebê morto disse que “uma bala passou por sua mão e atingiu seu filho, Sam, que estava sendo segurado pela mãe no banco de trás”.

“O soldado estava a uns 10 metros de mim. Ele me viu, viu minha esposa e as crianças”, Abu Haikal disse ao Haaretz. ‘”As janelas não eram escurecidas, era pleno dia e tudo estava limpo. Não dá para dizer que ele não viu que era uma família.”

“Parei conforme instruído, e então eles simplesmente atiraram no carro”, disse. “Não havia um posto de controle claro, apenas soldados parados na rua. Parei quando me pediram, e então começaram o tiroteio”.

Abu Haikal pede por uma investigação e pede justiça para responsabilizar o soldado que matou seu filho.

“Exijo e espero, se houver alguma consciência, lei, moralidade, que o soldado que disparou os tiros seja responsabilizado por suas ações. Este caso não deve ser encerrado sem uma investigação e sem responsabilidade. Pelo menos, não pretendo desistir,” disse.

“O incidente é inacreditável e inaceitável”, disse para a Reuters, Firyal Abu Haykal, a avó da criança. “Estamos sendo punidos só porque decidimos ficar em nossas casas.”

Em março deste ano, militares israelenses massacraram uma família palestina em Tamoun no noroeste da Cisjordânia, o pai, Ali Bani Odeh, de 38 anos, a mãe, Waad Bani Odeh, de 36 e os dois garotos Othman, de 6 anos, e Mohammad, de 5 anos, foram mortos quando militares israelenses abriram fogo contra o carro em que eles estavam.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *