A Defesa Civil do Líbano informou neste domingo (14) que três pessoas morreram após aviões de guerra israelenses lançaram uma série de ataques contra os subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute, com o surrado pretexto de que a região seria reduto do movimento de resistência Hezbollah.
A Defesa Civil assinalou que “os corpos de três mártires foram retirados dos escombros e seis feridos foram levados ao hospital após o bombardeio”, que aconteceu na região de Ghobeiry.
Israel realizou ataques contra a periferia sul de Beirute pela segunda vez em uma semana, assim como no sul do país, depois de afirmar que três drones lançados a partir do Líbano atingiram seu território.
Os ataques podem colocar em risco a assinatura de um acordo com o Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio, cuja assinatura o presidente americano Donald Trump havia anunciado para este domingo e depois desconversou. O Irã havia considerado que atacar a capital libanesa constituía uma linha vermelha.
PRÉDIOS E LOJAS DEMOLIDOS NA CISJORDÂNIA
E os crimes deste fim de semana não ficaram só por lá. As forças de ocupação de Netanyahu demoliram neste domingo casas, prédios e depósitos comerciais na cidade de Barta’a, a oeste da Cisjordânia, alegando falta de licenças de construção israelenses, segundo fontes locais.
Os atentados ocorreram após uma ordem emitida por um tribunal israelense, que instruiu a remoção das estruturas sob a alegação de construção sem licença, como se esses locais fossem de sua propriedade.
As destruições foram realizadas sob forte presença das forças israelenses, que fecharam todas as entradas da área durante a operação.
A cidade de Barta’a tem sido alvo de repetidas campanhas de demolição nos últimos meses. Este é o segundo crime desse tipo em uma semana, depois que tratores israelenses demoliram oito casas e prédios na mesma área na segunda-feira passada.
ISRAEL DESTRÓI REDES DE ÁGUA E PLANTAÇÕES
As forças israelenses entraram na planície de Atouf, na província de Tubas, hoje, onde continuaram fazendo obras de terraplanagem como parte de um projeto de estrada militar, de acordo com fontes palestinas.
Veículos militares ocuparam posições nesta fértil área agrícola, enquanto operações com tratores continuam em vastas extensões de terras cultivadas. Segundo as mesmas fontes, o projeto visa construir uma estrada militar ligando os postos de controle de Ain Shibli e Tayasir, numa extensão de aproximadamente 22 quilômetros.
Os moradores indicam que essas obras, iniciadas há vários meses, já resultaram na destruição de terras agrícolas, redes de água e plantações, após notificações de confisco que visam mais de 100 hectares nas áreas da cidade de Tubas e arredores.
Além disso, as forças israelenses invadiram o mercado central de vegetais localizado a leste da cidade de Nablus, onde várias patrulhas estavam posicionadas na área.
Essas operações estão ocorrendo em um contexto de crescentes incursões militares e obras de infraestrutura relacionadas ao controle na Cisjordânia ocupada.
“QUESTÃO PALESTINA NÃO PODE SER IGNORADA”
Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, alertou que a escalada contínua de Israel e as ações de violência colonial manterão a região “à beira de um vulcão”, advertindo sobre as consequências de tais políticas para a segurança e a estabilidade regional.
Abu Rudeineh enfatizou que “a questão palestina não pode ser marginalizada ou ignorada”, ressaltando que a incapacidade de se chegar a uma solução justa prolongará as guerras e crises na região.
O porta-voz afirmou ainda que a causa palestina é justa, profundamente enraizada na história, e que as tentativas de ignorar os direitos palestinos ou impor fatos consumados no terreno não trarão segurança nem conferirão legitimidade à ocupação e às suas políticas coloniais.
Abu Rudeineh reiterou que a resolução da questão palestina em conformidade com as resoluções árabes e internacionais continua sendo a base para alcançar a estabilidade regional e internacional e para pôr fim aos ciclos recorrentes de conflito.
VIOLAÇÕES DO CESSAR-FOGO POR NETANYAHU
O número de mortos em decorrência da contínua agressão israelense à Faixa de Gaza subiu para 72.996, com 173.246 feridos desde outubro de 2023, anunciaram fontes médicas neste domingo.
As autoridades de saúde locais informaram que os hospitais na Faixa de Gaza registraram três novas mortes e 16 feridos nas últimas 24 horas.
Eles acrescentaram que, desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 11 de outubro do ano passado, pelo menos 986 palestinos foram mortos em decorrência dos contínuos ataques e violações israelenses, enquanto o número de feridos subiu para 3.138. Durante o mesmo período, 783 corpos que estavam desaparecidos foram recuperados.
Um número desconhecido de vítimas permanece sob os escombros e nas ruas, já que ambulâncias e equipes de resgate ainda não conseguem chegar até elas devido às condições precárias no local, informaram as fontes.











