Kassab desmente Valdemar Costa Neto: “nós respeitamos a lei e nunca manipulamos emendas”

Presidente do PSD, ex-prefeito Gilberto Kassab (Foto: Cesar Itiberê - PR - Via Agência Brasil)

Só quem apoiou o dirigente, que teve os bens bloqueados, foi o senador Flávio Bolsonaro (PL) que é do mesmo partido de Valdemar e acha “normal” o desvio de recursos púbicos

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, rebateu nesta sexta-feira (17) a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que é ‘natural’ a atuação de dirigentes partidários na destinação de emendas, mesmo que eles não tenham mandato parlamentar..

A declaração de Valdemar Costa Neto tentando naturalizar a interferência ilegal de dirigentes partidários no destino dos recursos, foi dada em entrevista à GloboNews. Esta destinação não é permitida pela lei e o presidente do PL foi alvo do STF e da Polícia Federal. O único político que apoiou a ilegalidade e a declaração de Valdemar foi Flávio Bolsonaro, que também considerou normal o desvio ilícito de verba pública.

Gilberto Kassab disse que “jamais se imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou” da indicação de emendas parlamentares na condição de dirigente partidário sem cargo eletivo.

Ele destacou, na resposta que enviou ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que “a orientação aos respectivos líderes é pelo absoluto respeito às regras regimentais das Casas Legislativas em relação às formas legais de distribuição das emendas”.

Na manifestação enviada ao STF, Kassab afirmou que “em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de exercer influência na destinação de emendas parlamentares”.

Flávio Dino determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto por desvio de emendas no valor de R$ 119 milhões. O presidente do PL não tem mandato parlamentar mas destinou esse valor em emendas do ‘orçamento secreto’. Outro que também cometeu o mesmo crime foi o ex-deputado Eduardo Cunha, que desviou R$ 6 milhões. Este, que já foi cassado por corrupção, também teve os bens bloqueados.

O ministro Flávio Dino determinou na última quarta-feira (15) que presidentes de partidos com representação no Congresso se manifestassem sobre participação na destinação de emendas, após Valdemar Costa Neto dizer que é “natural” a interferência de dirigentes partidários no destino dos recursos.

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