Pesquisa aponta presidente ampliando vantagem no segundo turno e consolidando liderança no primeiro. Polarização segue sufocando candidaturas alternativas
A mais recente rodada da Indexa Pesquisas indica que o presidente Lula (PT) chega ao segundo semestre do ano eleitoral em posição mais confortável.
Em eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 40% do parlamentar, ampliando de 5 para sete 7 pontos percentuais a distância registrada na pesquisa anterior.

O levantamento sugere tendência favorável ao presidente, que ganhou 1 ponto percentual em relação a maio, enquanto Flávio perdeu 1.
O resultado reforça o quadro observado por outros institutos ao longo dos últimos meses: Lula mantém capacidade de retenção de seu eleitorado e segue liderando os principais cenários testados para a sucessão presidencial.

Os dados revelam ainda elevada fidelidade dos 2 campos políticos. Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, 97% afirmam preferência por Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores de Lula, o presidente concentra 99% das intenções de voto. A coesão também é expressiva entre os entrevistados que se identificam genericamente com a esquerda (97%) e com a direita não bolsonarista (80%).

NORDESTE SEGUE COMO PRINCIPAL FORTALEZA DE LULA
A distribuição regional dos votos ajuda a explicar a vantagem do presidente. Lula mantém desempenho dominante no Nordeste, onde alcança 57% das intenções de voto no segundo turno, além de liderar também na Região Norte, com 52%.
Flávio Bolsonaro apresenta seus melhores números no Sul, onde chega a 47%, e registra 44% no Sudeste e 43% no Centro-Oeste. Apesar disso, o senador não consegue converter essas vantagens regionais em superioridade nacional, permanecendo atrás do presidente no agregado do País.

O cenário reforça a persistência do mapa eleitoral observado nas eleições de 2022, quando Lula construiu ampla vantagem nordestina para compensar o melhor desempenho bolsonarista em parte das regiões Sul e Centro-Oeste.

PRIMEIRO TURNO AMPLIA DISTÂNCIA ENTRE OS 2 LADOS
No principal cenário do primeiro turno, Lula também avançou. O presidente alcança 42% das intenções de voto, 3 pontos acima da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%, crescimento de 1 ponto percentual.
Com isso, a diferença entre ambos sobe de 9 para 11 pontos, e amplia a vantagem do presidente e ainda consolida a liderança de Lula na corrida presidencial.
TERCEIRA VIA SEGUE SEM TRAÇÃO
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 5% das intenções de voto, após recuar 2 pontos em relação ao levantamento anterior. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), soma 3%, também em queda.
Renan Santos, do Missão/MBL, registra 3% e foi o único entre os nomes chamados alternativos a apresentar crescimento, ainda que modesto.
Importante destacar que essa trinca não tem nada de alternativa, embora neguem o bolsonarismo, são de direita.
Os recortes regionais mostram limitações importantes dessas candidaturas. Caiado alcança o melhor desempenho dele no Centro-Oeste, com 10%, enquanto Zema chega a 5% no Sudeste.
Renan Santos, por sua vez, enfrenta o desafio do desconhecimento: 32% dos entrevistados afirmam não ter informações suficientes para avaliá-lo, índice que sobe para 41% na Região Sul.
ELEITORADO MOSTRA DECISÃO ANTECIPADA
Outro dado relevante do levantamento é o elevado grau de cristalização das preferências eleitorais. Segundo a pesquisa, cerca de 2/3 dos entrevistados afirmam já ter definido o voto e não pretendem mudar de posição até a eleição.
Entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 72% dizem estar decididos. Entre os que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o percentual chega a 66%.
O indicador sugere que a disputa tende a ocorrer menos pela conversão de eleitores adversários e mais pela mobilização das respectivas bases e pela conquista dos segmentos ainda indecisos.
ECONOMIA, PIX E SEGURANÇA ENTRAM NO RADAR ELEITORAL
Além das intenções de voto, a pesquisa identificou temas com potencial para influenciar a campanha presidencial.
O PIX permanece como um dos assuntos de maior interesse popular. Debates sobre fiscalização, regulamentação e eventuais mudanças no sistema de pagamentos continuam despertando forte atenção da população e gerando percepções distintas entre grupos políticos e sociais.
Na área da segurança pública, o combate ao crime organizado aparece como uma das maiores preocupações dos entrevistados. O tema desponta como um dos eixos centrais do debate eleitoral dos próximos meses, ao lado das questões econômicas, do custo de vida e da renda das famílias.
METODOLOGIA
O levantamento da Indexa Pesquisas foi realizado entre 18 e 20 de junho, por meio de 2 mil entrevistas telefônicas em todas as regiões do País.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08944/2026.











