Mais um bolsonarista é pego roubando do erário: Cunha também desviou R$ 6 milhões em emendas

Famoso Eduardo Cunha, cassado por corrupção, manipulou emendas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ministro do STF, Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado. Valdemar e Cunha estavam roubando para regar esquema político da extrema-direita

A Operação Transparência, da Polícia Federal, detectou que o ex-deputado Eduardo Cunha participou da definição e do remanejamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato. Ele é mais um, além de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, a roubar dinheiro público. Já são dois aliados de Flávio Bolsonaro envolvidos neste escândalo.

Em seguida, assim que a PF pediu, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 milhões em bens do ex-presidente da Câmara dos Deputados. O bloqueio de Cunha foi determinado no âmbito da mesma investigação de irregularidades em emendas parlamentares, que também bloqueou R$ 119 milhões de, Valdemar Costa Neto.

Segundo a decisão de Flávio Dino, a investigação identificou elementos que indicam a existência de um esquema paralelo para direcionar recursos públicos. A Polícia Federal afirma que Eduardo Cunha utilizava a atuação da servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, para influenciar a destinação das verbas.

Ao reproduzir as conclusões da PF, o ministro registrou que “se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de Tuca”.

“A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, afirma a PF.

Na decisão, o ministro afirma que “as pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.”

Outro trecho da decisão destaca que Eduardo Cunha, atualmente pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, apareceria como responsável por orientar a destinação de recursos no estado, apesar de nunca ter exercido mandato parlamentar por Minas. “Em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas”, diz Dino em sua decisão.

Continuando, o ministro acrescenta que “várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado. O ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas. Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.”

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