Médicos argentinos fazem greve contra redução de salários

Durante a greve, médicos saíram às ruas de Buenos Aires para protestar contra cortes salariais (La Jornada)

Médicos de família estão fazendo uma greve de 72 horas para exigir reposição salarial, melhores condições de trabalho e pela suspensão de resolução que, ainda por cima, pretende reduzir seus salários

A paralisação, que começou na segunda-feira, 13, e terminou nesta quarta-feira, reúne médicos argentinos da PAMI (Programa de Atención Médica Integral) e foi promovida pelo sindicato APPAMIA (Asociación de Profesionales del Programa de Atención Médica Integral y Afines).

Os médicos reivindicam que o protesto “responde à rejeição de uma resolução sem consulta que, sob a aparência de uma ordenação do sistema, implica, na verdade, um corte substancial na renda dos médicos de família”.

“Um aumento no número de pessoas para $2.100 (pesos argentinos, R$ 7,72) é anunciado, mas ao mesmo tempo a consulta presencial é eliminada como fonte de renda, mais benefícios são incorporados em um pagamento fixo e o incentivo econômico para treinamento profissional é removido”, disseram. “Mais é cobrado per capita, mas muito mais é perdido por causa do que é eliminado”.

Antes da medida, os médicos recebiam de acordo com o número de afiliados e quantias adicionais para consultas presenciais, visitas domiciliares e treinamentos profissionais.

A resolução 1107/2026, decretou a eliminação da consulta presencial como fonte de renda, a incorporação de mais benefícios em um pagamento fixo e eliminação do incentivo econômico para a formação profissional.

O sindicato APPAMIA pede a “revogação imediata da Resolução 1107/2026, o aumento da remuneração de médicos e dentistas e a reintegração imediata dos profissionais demitidos sem justa causa”.

A Dra. Fernanda Scoccia, secretária do sindicato em conversa com o site de notícias argentino, Paǵina 12, disse que “os médicos de família receberão exatamente metade”.

“O resultado é claro: mais trabalho, menos renda e menos reconhecimento da prática médica, afetando diretamente a sustentabilidade do consultório e a qualidade do cuidado”, disse o sindicato.

“Sem aviso, eles cortaram ao meio. Será impossível para os médicos cobrirem as despesas fixas do consultório com metade do que estão ganhando”, disse a Dra Scoccia.

O APPAMIA apresentou uma contraproposta que estabelece um salário de 6.500 pesos (R$ 23,90) por paciente. “Como um piso necessário para sustentar o atendimento médico”, disseram. De acordo com o sindicato, é baseado nos custos reais da prática profissional.

“Sem uma remuneração decente, não há saúde de qualidade”, disse o sindicato.

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