Menino de 3 anos é resgatado com vida por equipe jordaniana 6 dias após terremoto na Venezuela

Equipe jordaniana comemora o resgate de mais uma vida (DSP)

Socorristas removeram os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitoravam os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos. Mais uma vitória da solidariedade internacional

Seis dias após os dois terremotos que devastaram a Venezuela na última quarta-feira (24), uma criança apenas três anos foi resgatada com vida dos escombros por socorristas da Jordânia de um prédio nesta terça (30).

Mãe, Dayana Patiño, e filho, Juan David após o resgate, já no hospital (Redes Sociais)

O socorro ocorreu em Caracas, capital venezuelana, e foi feito por profissionais especializados em busca e salvamento que demoraram horas para chegar até o menino, que se encontrava preso entre os destroços do prédio.

“A equipe trabalhou ininterruptamente por horas para remover os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitorava os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos, até conseguir alcançá-la e retirá-la com total profissionalismo, sem causar qualquer dano”, afirmou a Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, comemorando o feito.

Apresentando bons sinais vitais após o resgate, o menino recebeu imediatamente os primeiros socorros e foi levado ao hospital mais próximo.

MÃE E BEBÊ SÃO RETIRADOS DOS ESCOMBROS: “VIVERIA ENQUANTO ELE VIVESSE”

“De tempos em tempos, eu tocava o nariz dele para verificar se ainda estava respirando. Enquanto ele estivesse vivo, eu também estaria”, declarou emocionada Dayana Patiño, ao ser resgatada com o filho recém-nascido por socorristas em meio aos escombros de uma das centenas de prédios que desabaram na última quarta-feira (24) na Venezuela.

Segundo a mãe, seu filho Juan David – de apenas 18 dias -, foi quem lhe deu a “motivação para permanecer acordada e alerta”.

No domingo, em uma clínica em Caracas, Dayana descreveu as horas aterrorizantes que passou presa sob os escombros, abraçada ao filho pequeno e rezando para ser resgatada.

Em entrevista à BBC, a mãe contou que lavava louça em seu apartamento no oitavo andar, na região litorânea de La Guaira, quando correu para proteger o filho nos braços, pensando que se tratava de “apenas um tremor leve”. “Senti como se estivesse voando. Depois, senti-me afundando em água e terra e, finalmente, caí no espaço vazio onde fiquei presa. Não sei como consegui não soltar meu bebê enquanto voava pelo ar; fui esmagada contra os móveis”, descreveu.

Na quarta-feira, 24 de junho, às 18h04 (horário de Caracas), a Venezuela sofreu o primeiro abalo: um terremoto de magnitude 7,2. Apenas 39 segundos depois, o solo voltou a tremer com um terremoto de magnitude 7,5. À medida que a poeira baixava, o caos ficava mais evidente: a nação caribenha se via diante da pior catástrofe sísmica em mais de dois séculos.

Segundo os dados mais recentes divulgados nesta segunda-feira (29) pelo governo venezuelano, o número de mortos na tragédia chegou a pelo menos 1.719 e o de feridos está em 5.034, enquanto 855 edificações foram danificadas e 189 desabaram completamente. O número oficial de desaparecidos é estimado em cerca de 50 mil.

Enquanto profissionais do Brasil, Cuba, Colômbia e de dezenas de outros países auxiliam a nação caribenha neste momento de dor, os Estados Unidos enviam marines, denunciam os venezuelanos.

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