Sem avanço nas negociações salariais e melhorias nas condições de trabalho, os metroviários de São Paulo anunciaram paralisação de 24 horas para a próxima quarta-feira (13), que será confirmada em assembleia da categoria na véspera, terça-feira (12).
Segundo o Sindicato dos Metroviários, a principal reivindicação é a realização de concurso público, já que a diminuição drástica do quadro de funcionários nos últimos anos tem gerado sobrecarga aos servidores e insegurança do serviço.
O sindicato afirma que abertura imediata de concursos para repor as vagas em aberto é considerada ponto inegociável da Campanha Salarial 2026. A categoria também reivindica melhores condições de trabalho e mudanças no plano de saúde, além de igualdade salarial entre funcionários que exercem a mesma função e negociação sobre Participação nos Resultados.
Conforme a categoria, o Metrô tem utilizado as negociações para tentar retirar direitos consolidados, o que aumentou a adesão à possibilidade de greve nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
De acordo com a entidade, no momento, o impasse está entre a direção do Metrô e o governo Tarcísio de Freitas. “Até o momento, não houve qualquer avanço nas discussões e propostas da categoria”, afirma.
“Em 10 anos, o quadro de funcionários do Metrô reduziu pela metade. A luta para abrir concurso é um dos motivos da greve. Além disso, os trabalhadores sofrem ataques em seu Plano de Saúde”.
“A paralisação será uma resposta direta à postura da empresa, que tem priorizado a redução de custos em detrimento da valorização dos metroviários e da qualidade do transporte público”, afirma o sindicato.











