O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação para apurar prática de assédio eleitoral envolvendo o empresário Luciano Hang, dono da Havan.
O empresário foi flagrado por vídeo, no último dia 29, discursando para funcionários de uma unidade de sua rede, em Caldas Novas (GO), contra a proposta de fim da escala 6×1 que entra em debate no Senado nesta semana.
Em seu discurso, Hang afirma que a mudança elevaria em cerca de 15% os custos de mão de obra da Havan, encareceria os produtos e reduziria o poder de compra dos trabalhadores. “Se você ganhar a mesma coisa e os produtos vão subir 10 a 15%, vocês vão ter um poder de compra menor” (…) “Como vocês não vão poder trabalhar mais de 5 dias aqui na Havan e vão ficar com o mesmo salário (…), vocês vão ter que arranjar outro emprego”, disse.
A ação foi apresentada ao MPT pela deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP). “Acabo de acionar o Ministério Público do Trabalho contra Luciano Hang, o Véio da Havan, por mentiras sobre o fim da escala 6×1 e assédio contra os trabalhadores das lojas Havan”. “Mas isso não vai passar em branco. Luciano Hang agora precisa responder na Justiça”, escreveu.
Não é a primeira vez que o empresário é investigado por assédio eleitoral. Em janeiro de 2024, a Justiça do Trabalho de Santa Catarina condenou Luciano Hang, por coagir os funcionários a votarem em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.
Com a decisão, o empresário foi condenado ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo e de R$ 1 mil por dano moral individual a cada empregado com vínculo na Havan até 1º de outubro de 2018.











