No Fórum Internacional pela Democracia, realizado na Espanha, o presidente brasileiro reforçou que o Brasil será soberano na defesa de suas riquezas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17), na Espanha, que a exploração de terras raras e minerais críticos é uma questão de segurança nacional para o Brasil. Ele defendeu a soberania sobre esses recursos e parcerias com transferência de tecnologia.

“Estamos dispostos a fazer acordo com todos os países. E o processo de transformação se dará dentro do Brasil”, declarou. Lula ressaltou também que o governo busca evitar a repetição de modelos anteriores de exportação de matérias-primas sem agregação de valor.
“Não vamos permitir com os minerais críticos e as terras raras o que aconteceu com o minério de ferro, com a bauxita”, argumentou. A afirmação foi feita após reunião bilateral com o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, no Fórum Internacional Democracia Sempre, que reuniu líderes de diversos países.
Lula destacou também que o Brasil precisa aproveitar o atual momento de transformação energética global para evitar repetir erros históricos na exploração de suas riquezas naturais. “O Brasil já deixou passar o ciclo do ouro. Levaram tudo, enriqueceu muitos países, e o Brasil continuou pobre”, afirmou.

O presidente lembrou ainda que não foi só o Brasil que foi saqueado. “A América Latina já deixou passar o ciclo do ouro, da prata, do minério de ferro, da madeira… Nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu não permita que a gente fique rico”, disse.
Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, desde que incluam cooperação tecnológica. “Nós queremos construir parcerias com quem quiser construir, nos ajudar, levar tecnologia e compartilhar tecnologia conosco. Estaremos de braços abertos”, disse.
Ele destacou, no entanto, que a soberania nacional será mantida sobre os recursos minerais. “Mas ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”, declarou. Segundo ele, o tema é tratado como estratégico pelo governo brasileiro. “Temos um Conselho Nacional de Política Mineral. É uma questão de segurança nacional para nós”, disse.











