O presidente Lula se solidarizou com a Venezuela e pediu um minuto de silêncio durante a reunião do Mercosul, realizada nesta terça-feira (30).
O gesto foi feito no início de seu discurso, no qual prestou solidariedade “ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada”.
“Nesse momento em que o Mercosul está reunido, eu queria pedir um minuto de silêncio para todas as vítimas na Venezuela”, o que foi seguido por todos os presentes.
Até a tarde desta terça, o governo da Venezuela confirmou a morte de 1.943 pessoas e que 10.571 pessoas ficaram feridas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 50 mil pessoas podem estar desaparecidas.
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quinta-feira (25).
Para Lula, “tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação regionais”.
“Esse mesmo espírito de fraternidade e visão de futuro compartilhado têm orientado o Mercosul ao longo de sua história”.
O presidente do Brasil comentou que “eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes demandam maior coordenação regional em matéria de sistemas de alerta precoce e de gestão de desastres”.
“O Mercosul pode ser o embrião de um mecanismo sul-americano de enfrentamento a desastres naturais e de financiamento a medidas de adaptação climática”, afirmou. A sugestão foi feita ao Uruguai, que assumiu a presidência do bloco.
CONTRIBUIÇÃO
Durante a 68ª Reunião de Chefes de Estado do Mercosul, o governo Lula anunciou que o Brasil vai passar a contribuir com US$ 100 milhões (equivalentes a R$ 518 milhões) para o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O Focem busca financiar projetos para a redução de desigualdades econômicas entre os países membros do Mercosul, como em infraestrutura, logística, energia e outros temas.
Lula comentou que “incorporar a Bolívia ao Fundo será um passo adicional para reduzir as assimetrias intrabloco”.
O chanceler Mauro Vieira chamou o governo da Argentina a acompanhar o Brasil no movimento de aumentar a contribuição.
Entretanto, o presidente do país, Javier Milei, ausentou-se da reunião.











