O Papa Leão XIV, em recente visita a Camarões, nesta quinta-feira, 16, abominou líderes de países que gastam bilhões em guerras e denunciou que o mundo “está sendo devastado por um punhado de tiranos”.
A declaração acontece depois do Papa ter sido alvo de novas agressões através das redes sociais por parte de Trump, que também, recentemente, fez outra postagem de si mesmo como Jesus Cristo.

“Leo deveria agir como Papa”, disse Trump, uma de suas várias postagens criticando o pontífice. Trump, totalmente demente, também disse que o Papa Leão é “fraco no crime e terrível pela política externa”.
Papa Leão também criticou aqueles que manipulam “o próprio nome de Deus” para o próprio ganho e para justificar guerras enquanto visitava uma região de Camarões devastada pela guerra civil que matou mais de 6 mil pessoas.
“Os mestres da guerra fingem não saber que leva apenas um momento para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”, disse o Papa Leão. “Eles fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares são gastos em matança e devastação, mas os recursos necessários para a cura, educação e restauração não são encontrados.”
“Abençoados sejam os pacificadores!” disse. “Mas ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para seu próprio ganho militar, econômico e político, arrastando o que é sagrado para a escuridão e a imundície.”
O Papa também disse, no início de sua turnê por quatro países africanos, que não quer entrar em um debate com o presidente americano, mas vai continuar a promover a paz.
“Aqueles que roubam sua terra de seus recursos geralmente investem muito do lucro em armas, perpetuando assim um ciclo interminável de desestabilização e morte”, disse. “A paz não é algo que devemos inventar: é algo que devemos abraçar aceitando nosso próximo como irmão e como nossa irmã”.
Crítico da guerra que os EUA e Israel desencadearam contra o Irã, durante uma missa de Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, o Papa classificou a guerra como atroz e que Jesus Cristo não pode ser usado para justificar guerras.
“Este é o nosso Deus: Jesus, rei da paz, que rejeita a guerra, que ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse o para a milhares de fiéis no Vaticano. “Ele não ouve as orações daqueles que fazem guerra, têm as mãos sujas de sangue, mas as rejeita.”











