O Governo de Pernambuco decretou neste domingo (3) situação de emergência em 27 municípios após as fortes chuvas que atingem o estado nos últimos dias. A medida, válida por 180 dias, permite agilizar ações de socorro, ampliar a assistência às famílias afetadas e facilitar o acesso a recursos federais para enfrentar a crise.
Até o momento, foram registradas seis mortes, com registros no Recife, em Olinda e em São Lourenço da Mata, consequências de deslizamentos de terra e alagamentos em áreas vulneráveis. Entre os casos mais graves, está o de uma mesma família atingida por um desmoronamento na capital pernambucana.
Desde o início das chuvas, 2,6 mil pessoas estão fora de casa, sendo mais de 1,6 mil desabrigadas. As cidades mais afetadas incluem Recife, Olinda, Goiana e Jaboatão dos Guararapes.
“Conversamos com os prefeitos e prefeitas de cidades afetadas, o Estado está decretando situação de emergência para poder a gente continuar apoiando os municípios no restabelecimento da normalidade e buscar junto ao governo federal investimentos para as ações. Também debatemos com os prefeitos o passo seguinte. Primeiro era o resgate e salvamento das pessoas que estavam afetadas pelas chuvas, foram mais de 800 resgates feitos pelo Corpo de Bombeiros junto com a Defesa Civil e os municípios. Agora ajuda humanitária acontecendo, distribuição de colchões, mantimentos, apoio, abertura de escolas para colocar os desabrigados”, declarou a governadora Raquel Lyra.

No âmbito federal, a Defesa Civil Nacional enviou equipes técnicas para Pernambuco e também para a Paraíba, que enfrenta situação semelhante. No sábado, o governo do Estado, se reuniu com o diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão.
“Estamos aqui para auxiliar o Governo de Pernambuco e os municípios atingidos. Vamos identificar os danos, alinhar e orientar os pleitos que forem necessários juntamente com a Defesa Civil Nacional. Vamos manter aqui a nossa equipe o tempo que for necessário, para auxiliar no que for preciso”, declarou Falcão.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a tendência é de redução gradual das chuvas nos próximos dias, mas a situação ainda é considerada crítica, com possibilidade de novos impactos caso ocorram mais chuvas intensas, o que mantém equipes de resgate e assistência em atuação contínua no estado.











