Petrobrás e Finep investem R$ 150 milhões para produzir hidrogênio

Ministra Luciana entre os presidentes da Finep, Luis Elias, e da Petrobrás, Magda Chambriard. (Foto: Lucas Landau/Finep)

“Trabalhamos de forma conjunta para fortalecer uma cadeia tecnológica importante, apoiando nossa indústria, barateando custos e preparando o país para os desafios do futuro”, destacou a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos

A Petrobrás e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) anunciaram um investimento de R$ 150 milhões para apoiar pesquisas e desenvolvimento de um eletrolisador de porte industrial fabricado no Brasil. Por meio de um edital lançado em cooperação na última terça-feira (16), o direcionamento de recursos para o desenvolvimento da tecnológica nacional é considerado estratégico para a economia e para as metas de descarbonização e transição energética.

A assinatura do termo de cooperação e lançamento do edital, realizados na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, e do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Antonio Elias. A diretora do departamento de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia, Karina Araújo de Souza, e a deputada federal Jandira Feghali também estiveram presentes, além do assessor especial do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux.

“Com esta iniciativa, reforçamos o compromisso do MCTI e do Governo Federal com o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a reindustrialização, a sustentabilidade e a soberania nacional. Trabalhamos de forma conjunta para fortalecer uma cadeia tecnológica importante, apoiando nossa indústria, barateando custos e preparando o país para os desafios do futuro”, destacou a ministra Luciana Santos.

O eletrolisador utiliza eletricidade para separar moléculas de água e produzir hidrogênio de baixa emissão de carbono que, por sua vez, tem potencial de substituir combustíveis fósseis em diversos setores industriais. O hidrogênio é insumo usado na produção de fertilizantes e no refino de petróleo, mas também gerar energia para diversos setores industriais – especialmente os mais pesados.

Segundo a Petrobrás, atualmente, poucas empresas brasileiras produzem eletrolisadores e nenhuma fabrica o chamado Stack, componente central da máquina, responsável pela reação química que transforma água em hidrogênio.

De acordo com a estatal, um dos objetivos, além de baixar os custos, é que o equipamento também tenha tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país. O edital prevê a exigência mínima de 50% de conteúdo nacional e há, inclusive, a possibilidade de desenvolvimento a partir de tecnologias já conhecidas, desde que haja avanço tecnológico mensurável.

“O hidrogênio de baixo carbono é uma das alavancas mais concretas para descarbonização. Precisamos aprimorar o desenvolvimento científico para viabilizá-lo e assim tornar mais sustentáveis indústrias como siderurgia, química e de refino. O custo de produzir hidrogênio por eletrólise ainda é alto e, por isso, reduzir esse custo é um dos nossos objetivos centrais. O Brasil está bem posicionado para liderar essa agenda. A Petrobrás está avançando e comprometida com a transição energética justa”, afirmou a presidente Magda Chambriard.

Os recursos serão destinados a pelo menos três empresas envolvidas no desenvolvimento tecnológico e uma instituição científica. “O objetivo é criar uma rede de cooperação capaz de acelerar a pesquisa e ampliar a participação brasileira na cadeia global do hidrogênio”, afirmou Luis Antonio Elias, presidente da Finep.

De acordo com o edital, publicado no portal da Finep, R$ 75 milhões serão aportados pela instituição e outros R$ 75 milhões pela Petrobrás, por meio de seu programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D,I). Também estão previstos recursos oriundos de contrapartidas das empresas participantes.

O presidente da Finep adicionou que a parceria é uma “iniciativa inédita” por reunir os principais instrumentos de apoio à inovação em energia para posicionar o Brasil em um mercado com grande potencial de crescimento nas próximas décadas.

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