“O povo do Irã está lutando brava e heroicamente por sua soberania”, afirmou o presidente Vladimir Putin ao ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi, e expressou a esperança de que eles superassem esses tempos difíceis e que a paz retornasse ao seu país
“Da nossa parte, faremos tudo o que servir aos seus interesses, tudo o que servir aos interesses de todos os povos da região, para que essa paz seja alcançada o mais rápido possível”, ressaltou Putin, nesta segunda-feira 27, em sua reunião com o ministro iraniano, que se encontra em visita oficial na Rússia, em meio ao impasse nas negociações com os EUA.
Abbas Araghchi, que na última etapa de sua viagem pela região está em Moscou, elogiou o apoio constante da Rússia ao Irã, particularmente durante a guerra de agressão não provocada lançada pelos Estados Unidos e pelo regime israelense.
“As relações entre a Rússia e o Irã, que representam uma parceria estratégica, serão fortalecidas”, constatou Araghchi. “Com sua coragem, o povo iraniano conseguiu resistir à agressão dos EUA e será capaz de suportá-la”, acrescentou.
O IRÃ É UMA “INSTITUIÇÃO ESTÁVEL E PODEROSA”
O principal diplomata iraniano também transmitiu as calorosas saudações do aiatolá Khamenei ao presidente russo, e afirmou que o mundo testemunhou a força do Irã ao enfrentar os Estados Unidos durante a recente guerra e que a República Islâmica é uma “instituição estável e poderosa”.
Araghchi chegou à capital russa na noite de domingo (26), na última etapa de sua turnê regional por três países, que também incluiu visitas ao Paquistão e a Omã.
O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que os dois países compartilham uma abordagem comum em relação a questões regionais e internacionais.
Ele acrescentou que a visita de Araghchi a Moscou ocorre no âmbito de “consultas estreitas” entre os dois países.
NEGOCIAÇÕES E CESSAR-FOGO
As tensões têm aumentado na região na sequência da agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, que teve início em 28 de fevereiro com o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, e de vários comandantes militares de alta patente.
As Forças Armadas do Irã responderam com 100 ondas de ataques retaliatórios no âmbito da Operação Promessa Verdadeira 4, lançando mísseis balísticos e hipersônicos, bem como, utilizando drones contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio e posições israelenses nos territórios ocupados.
Em 8 de abril, quarenta dias após o início da guerra, entrou em vigor um cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão. Seguiram-se negociações em Islamabad, mas estas não resultaram ainda em acordo.
O Irã reabriu, mas depois voltou a ameaçar fechar o estreito após os EUA anunciarem a manutenção de bloqueios navais aos portos iranianos, o que mantém a oferta global de petróleo restrita.











