‘Republicanos’ nega acordo com Flávio e afirma que maioria quer neutralidade

Maioria do Republicanos quer distância de Flávio (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

As sondagens identificaram frustração com a pré-candidatura de Flávio e preferência pela neutralidade na disputa

O partido Republicanos, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou neste domingo (12) que tenha fechado acordo para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Em nota divulgada nas redes sociais, a legenda afirmou que não houve negociação e informou que as conversas com o pré-candidato não avançaram. “O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

O Republicanos também rejeitou a informação de que teria condicionado a aliança à indicação de seu presidente nacional, o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda afirmou que não houve negociação envolvendo o tribunal e informou que as conversas com o pré-candidato não avançaram.

“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio”, diz a nota do partido, divulgado nas redes sociais.

Segundo o comunicado, Marcos Pereira se reuniu pela última vez com Flávio há mais de um mês. O encontro, porém, terminou sem um entendimento sobre a posição da legenda na disputa presidencial. A candidatura de Flávio Bolsonaro começou a entrar em crise após o flagrante da conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono Banco Master.

Depois disso, outras crise surgiram, entre elas o apoio do senador ao desvio de emendas parlamentares pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. De acordo com a legenda, uma pesquisa encomendada pelo partido foi apresentada na sexta-feira (10) a uma parte da bancada paulista. As sondagens iniciais teriam identificado frustração com a pré-candidatura de Flávio e preferência pela neutralidade na disputa.

“Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições.” O partido afirmou que realizará reuniões semelhantes ao longo de julho para ouvir lideranças de outros estados.

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