Vendas do comércio crescem 0,6% em fevereiro, diz IBGE

Vendas voltam a subir, após queda em dezembro do ano passado. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Supermercados contribuíram para o crescimento das vendas, já segmentos como vestuário, móveis e calçados, que mais dependem do crédito, tiveram queda

Depois de um fim de ano fraco, sob os elevados juros corroendo a renda das famílias, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro voltou a reagir, registrando variação de 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro. A informação é da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15). O IBGE adiciona que o resultado é recorde desde o início da série histórica da pesquisa, que começou no ano 2000.

“Na passagem de dezembro para janeiro o resultado tinha sido de 0,4% e, antes disso, a gente vinha de uma queda. Mas nos últimos seis meses este foi o único resultado negativo, o resultado de dezembro (-0,3%)”, destaca Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Na comparação anual, o varejo apresentou variação de 0,2%.

Quatro dos oito setores pesquisados tiveram crescimento na comparação mensal, com destaque para Livros jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%).

O IBGE afirma que a “volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio”, como supermercados e produtos alimentícios, tem garantido os últimos resultados.

Do outro lado, o setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%) tiveram queda.

Na comparação com janeiro, o comércio varejista ampliado, que inclui o comércio de veículos, partes e peças, além de material de construção e o setor atacadista, apresentou alta geral de 1,0%.

Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram queda nas vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%), Tecidos, vestuário e calçados (-5,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%). Apesar de ruim para a maior parte dos setores, indicador geral não ficou negativo por conta dos resultados positivos de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%).

Considerando o comércio varejista ampliado, para a mesma comparação, houve variação negativa de -2,2%, com queda de 7,8% nas vendas de Veículos e motos, partes e peças  e de 8,5% de Material de construção (-8,5%).

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