Continuar a luta de Tiradentes investindo na Ciência e na indústria nacional, defende Luciana

Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (Foto: Reprodução - Instagram)

Ministra da Ciência e Tecnologia quer um projeto de desenvolvimento fundamentado na “capacidade de inovar com base no nosso próprio conhecimento”

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou, neste 21 de abril, que a independência do Brasil deve ser compreendida como processo histórico em permanente construção.

Em declaração alusiva ao feriado do Dia de Tiradentes, a presidente licenciada do PCdoB, conectou o simbolismo da data aos desafios contemporâneos de soberania, especialmente no campo científico e tecnológico.

Segundo ela, a memória da Inconfidência Mineira, evocada na figura de Tiradentes, remete à luta histórica por autonomia política e capacidade de autodeterminação nacional. “A independência do Brasil não foi um ponto final. É um processo contínuo”, declarou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA COMO EIXO DA SOBERANIA

Ao atualizar o conceito de independência, Luciana Santos destacou que, no cenário atual, a disputa por soberania passa diretamente pela capacidade de produzir conhecimento e inovar.

Para ela, o domínio científico e tecnológico é condição essencial para que o País defina seus próprios rumos em um mundo marcado por assimetrias globais.

“Hoje esse desafio continua, mas em outras dimensões”, afirmou. “A independência do nosso tempo passa também pela ciência, pela tecnologia, pela capacidade de inovar com base no nosso próprio conhecimento.”

A fala de Luciana associa desenvolvimento nacional à presença ativa do Estado no fomento à pesquisa, à indústria e à inovação.

Nesse sentido, a ministra reforçou a necessidade de políticas públicas estruturantes que articulem universidades, centros de pesquisa e setor produtivo.

INDÚSTRIA NACIONAL E DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGICO

Luciana Santos também defendeu o fortalecimento da indústria genuinamente brasileira como pilar de projeto soberano. Na avaliação dela, a dependência tecnológica e produtiva compromete a autonomia do País e limita a inserção internacional.

“Investir em ciência, fortalecer a indústria e desenvolver soluções brasileiras para nossos desafios é também construir independência e soberania”, disse.

A declaração ocorre em contexto de debates sobre reindustrialização e políticas de inovação no Brasil, em meio a pressões por maior competitividade global e redução de vulnerabilidades externas.

Ao resgatar o simbolismo histórico de Tiradentes, a dirigente procura reposicionar o conceito de independência como agenda contemporânea, vinculada à capacidade de o País produzir riqueza, conhecimento e soluções próprias.

INDEPENDÊNCIA COMO PROCESSO HISTÓRICO

Ao final, a ministra sintetizou a visão dela ao afirmar que a independência deve ser entendida como projeto em constante disputa, que exige decisões estratégicas no presente.

A evocação da Inconfidência Mineira traz como referência para debate atual sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro.

Assim, a data de 21 de abril ganha, na leitura de Luciana, novo significado: não apenas memória da luta heroica contra o passado colonialista, mas chamado à construção contínua de País capaz de decidir, com autonomia, seu próprio destino e futuro.

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