Educação municipal de São Paulo convoca paralisação no dia 28 por reajuste e valorização

Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo. Foto: Sinpeem

Os profissionais da educação municipal estão convocando para o próximo dia 28 de abril uma paralisação e assembleia em frente à Prefeitura de São Paulo, em defesa da valorização profissional, reajuste salarial e melhores condições de trabalho nas escolas. A mobilização pode definir sobre a deflagração de uma greve por tempo indeterminado, caso o governo não apresente respostas concretas às reivindicações da categoria.

A convocação ocorre em um cenário de crescente insatisfação entre os trabalhadores, diante da ausência de propostas efetivas por parte da gestão municipal, especialmente no que se refere à recomposição salarial.

Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), relata o descaso e desvalorização que a categoria vem enfrentando: “Os profissionais estão sem estrutura, sem apoio, estão adoecendo e as respostas da Prefeitura não vêm nos termos que nós queremos e merecemos”, afirma.

Os servidores reivindicam reajuste geral em maio, data-base da categoria, garantindo, no mínimo, 5,4%, índice vinculado ao piso nacional do magistério, acrescido de 10% de aumento real, além da incorporação dos abonos complementares aos vencimentos de ativos e aposentados. Para as entidades, a medida é fundamental para enfrentar as perdas acumuladas e garantir a valorização das carreiras.

As negociações com o governo municipal se arrastam desde o ano passado, sem avanço. Em reunião recente, representantes da administração indicaram apenas que estudam diferentes cenários de reajuste, sem assumir compromisso com as reivindicações apresentadas. A promessa de diálogo antes do envio de qualquer projeto de lei não foi suficiente para atender às expectativas da categoria.

Além da questão salarial, os profissionais denunciam problemas estruturais nas escolas, como falta de infraestrutura adequada, superlotação de turmas, e impactos significativos na saúde física e mental dos trabalhadores. Segundo as entidades, essas condições comprometem o processo de ensino-aprendizagem e reforçam a urgência de investimentos e políticas públicas efetivas.

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