“É caso de polícia”, diz Lula sobre áudio de Flávio pedindo dinheiro ao dono do Master

Presidente Lula em atividade da Petrobrás na Bahia (Foto: Ricardo Stuckert)

“Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu”, disse Lula, em solenidade em Camaçari, na Bahia

O presidente Lula afirmou que as conversas m que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é um “caso de polícia”. O presidente foi questionado pela imprensa durante um discurso em Camaçari (BA) e disse que não iria fazer comentários sobre as revelações divulgadas pelo portal The Intercept nesta quarta-feira (13).

“Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego”, afirmou Lula.

No áudio divulgado pelo Intercept, datado de 8 de setembro, Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro (PL). “Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está um momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”, diz o senador. Ao pedir dinheiro para Vorcaro, Flávio diz que havia risco de calote sobre o ator principal que interpreta Bolsonaro, Jim Caviezel, e o diretor da obra, Cyrus Nowrasteh.

Flávio ainda diz a Vorcaro que sabe que o banqueiro “está passando por um momento dificílimo aí também, com essa confusão toda”, em referência à crise vivida pelo Master antes da liquidação pelo Banco Central (BC), em novembro do ano passado. Em outras mensagens obtidas pelo Intercept, Flávio ainda escreve a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs”, disse.

Segundo o site, a negociação entre Flávio e Vorcaro previa o pagamento de 24 milhões de dólares, o equivalente a R$ 134 milhões. Desse valor, R$ 61 milhões já haviam sido pagos, e o senador cobrava o restante da cifra acordada. Quando foi questionado pela manhã, Flávio negou. Disse que era mentira. Depois, desmentiu a si mesmo e confessou o crime. Em vídeo e em nota publicados em seguida, ele admitiu que havia feito a negociação com Vorcaro.

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