Em 2025, a taxa caiu para 4,9%, pela primeira vez abaixo de 5%, segundo IBGE. São 8,4 milhõs de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, sendo 58% com 60 anos ou mais
A taxa de analfabetismo no Brasil caiu, em 2025, para 4,9% – o menor percentual desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad Continua Educação), divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da menor taxa, ainda são 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, evidenciando grande desigualdade regional, racial e etária.
Segundo o IBGE, quase 60% dos analfabetos no país estão no Nordeste: 4,8 milhões de pessoas, equivalente a 57,4% do total nacional. O Norte também fica acima da média nacional, com 5,7% da população analfabeta. Do outro lado, estados do Sul e Sudeste têm médias que não ultrapassam 2,5%.
Os idosos, pertencentes a uma geração com menor acesso à alfabetização, também são a maioria entre os que não sabem ler e escrever, representando 58% do total. Entre as pessoas de 60 anos ou mais, a taxa era de 13,8% em 2025. Entre as pessoas de 15 a 59 anos, a taxa era de 2,6%.
“A diferença entre esses grupos da população reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos. Também indica que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização e foram alfabetizadas ainda na infância. Portanto, o analfabetismo segue mais associado aos idosos”, ressalta o analista da pesquisa, William Kratochwill.
No recorte racial, 2,8% da população branca era analfabeta, enquanto entre pretos e pardos, a taxa era de 6,5%. Na população com 60 anos ou mais, a distância era de 7,3% entre brancos e de 20,6% entre pretos ou pardos.
De acordo com a PNAD, a edição de 2025 também constatou o aumento do nível de escolaridade da população adulta, incluindo brancos, pretos e pardos.
O percentual de pessoas que concluíram o ensino médio chegou a 51,3% em 2025. Entre as pessoas brancas, a proporção era de 64,9%. A parcela de brasileiros com ensino superior também cresceu, chegando a 21,4% em 2025.











