País vizinho dos EUA, o Canadá, mais uma vez foi alvo da escorchante política tarifária de Trump que acaba de anunciar a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos canadenses, sob o pretexto de discriminação contra exportações americanas de veículos, laticínios e bebidas alcoólicas. Junto com o México, os EUA e o Canadá constituem uma área de livre comércio há mais de três décadas
O primeiro-ministro da província canadense de Ontário, Doug Ford, defendeu que o Canadá retalie caso os americanos decidam levar adiante com a medida. “Se essas tarifas forem adiante, o Canadá deve responder tarifa por tarifa, dólar por dólar”, disse Ford em postagem nas redes.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, criticou a decisão de Trump e apontou que “esta é a mais recente de uma série de ações comerciais unilaterais dos EUA que começaram com a imposição de uma série de tarifas em violação direta do Acordo Canadá-Estados Unidos-México (USMCA)”.
“Esta disputa comercial aumentou os custos para as famílias, particularmente nos EUA”, disse Carney em uma postagem na rede social X. “O Canadá está pronto para se empenhar intensamente para resolver as questões pendentes com os EUA, em benefício mútuo de nossos cidadãos.”
Carney disse que nos últimos 18 meses, seu governo elaborou uma série de propostas para resolver essa disputa tarifária com os americanos e modernizar o USMCA. “Estamos prontos para intensificar essas discussões nas próximas semanas”, disse o primeiro-ministro canadense e acrescentou que “o Canadá acredita nos benefícios do comércio livre e justo”.
“Em quaisquer circunstâncias, o Canadá trabalhará incansavelmente e tomará todas as medidas necessárias para fortalecer nossa posição em nível nacional e apoiar os trabalhadores, agricultores, empresas e famílias canadenses”, disse Carney.
Para formalizar as novas tarifas sobre produtos fabricados no Canadá, Trump procurou uma forma de contornar uma decisão da Suprema Corte dos EUA, de fevereiro desse ano, que bloqueou os poderes de emergência de Trump de impor tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977.
Isso forçou Trump a buscar outras vias legais para continuar a impor tarifas contra produtos de outros países, continuando sua guerra tarifária contra o resto do mundo. Trump usou de uma lei centenária, a Lei Tarifária de 1930, Seção 338, também chamada de Lei Tarifária Smoot-Hawley, na tentativa de continuar a impor tarifas contra produtos de outros países.











