O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou como uma “ameaça a toda a Humanidade” as declarações do ministro da mal denominada Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que exigiu, nesta sexta-feira (19), uma escalada de ataques contra o Líbano até que o país seja “reduzido a cinzas”.
“Este não é o delírio de um maníaco genocida qualquer. Esta é uma mensagem pública do ministro da Segurança Nacional do regime israelense”, afirmou Araghchi no X em resposta à mensagem do criminoso israelense.
“O culto genocida da morte sediado em Tel Aviv é uma ameaça a toda a Humanidade. Ameaça todos os seres humanos. Seu único interesse é a guerra perpétua”, concluiu.
MILHÕES SÃO DESLOCADOS SOB PRETEXTO DE CRIAR “ZONAS DE SEGURANÇA”
Pelo menos 3 milhões de pessoas foram deslocadas e grandes áreas foram despovoadas depois que Israel assumiu o controle de extensas terras em Gaza, Líbano e Síria, onde demoliu vilarejos e bairros inteiros para criar denominadas “zonas de segurança” nos últimos dois anos e meio, informou a AP, na sexta-feira.
A área é de aproximadamente 1.000 quilômetros quadrados, e Tel Aviv declarou que planeja permanecer lá indefinidamente. O exército israelense assumiu o controle de grandes porções da Faixa de Gaza como parte de uma invasão de amplo alcance e, posteriormente, ocupou partes do Líbano e da Síria.
Israel chama essas áreas de “zonas tampão”, argumentando que são necessárias para prevenir futuros ataques de grupos armados. As tropas israelenses demoliram vilarejos e bairros, causando um despovoamento generalizado.
O Grupo de Abrigo, liderado pelo Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) e dedicado a atender às necessidades de habitação, relatou que 170.000 famílias estão vivendo em tendas, enquanto outras 5.000 dormem ao relento e 52.000 estão em abrigos superlotados devido à destruição causada pela ofensiva israelense e às restrições impostas à entrada de materiais de Gaza.
Neste mês de junho, aproximadamente 850 mil pessoas não tinham materiais para construir abrigos, uma crise “exacerbada não pelo clima, mas pela destruição, deslocamento e bloqueio da ajuda humanitária”, denunciou o NRC, enfatizando que o calor do verão aumentará os riscos para essas famílias, com temperaturas podendo ultrapassar os 35 graus Celsius.











